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Setor de químicos de uso industrial perde US$ 1,2 bi com greve

A greve de caminhoneiros no país já gerou perdas de faturamento estimadas em pelo menos US$ 1,2 bilhão ao segmento de produtos químicos de uso industrial, que fatura cerca de US$ 4,8 bilhões por mês, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Esse valor, calculado até a noite de ontem (28), não leva em conta a elevação dos custos decorrentes de horas extras, que já é de 5% em algumas empresas.

Conforme a entidade, se o impacto for extrapolado para toda a indústria química, incluindo portanto os segmentos de uso final (tintas, cosméticos, farmacêuticos, fertilizantes, fibras sintéticas, sabões e detergentes), o prejuízo sobe a US$ 2,5 bilhões em uma semana.

Maior petroquímica do país, a Braskem informou ontem à noite que reduziu a carga em suas unidades industriais em todo o país. "A empresa avalia diariamente a situação e tomará as medidas necessárias para garantir a segurança das unidades e da cadeia produtiva", disse em nota.

Segundo a Abiquim, nas centrais petroquímicas, as matérias-primas que chegam por dutos não estão sofrendo impacto da greve e as unidades de primeira geração poderiam operar normalmente, em tese. "No entanto, os clientes, ou a segunda geração, estão enfrentando problemas para recebimento de outros insumos, como gases industriais, energia e outras utilidades, o que tem causado inúmeros transtornos na produção, já havendo o relato de diversas plantas na iminência de paralisar a produção", informou a entidade.

O escoamento da produção e a limitação física para estoques também afetam as operações. "Em contato com diversas empresas, ainda de forma bastante preliminar, o segmento deverá perder algo em torno de 25% do faturamento líquido mensal de maio e, a continuar o problema, o impacto se estenderá também para junho", acrescentou a Abiquim.

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