PUBLICIDADE
IPCA
0,87 Ago.2021
Topo

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Resgate da previdência privada exige se planejar para evitar efeito loteria

Sandro Costa Bonfim Sandro Costa Bonfim

Sandro Costa Bonfim

Superintendente de produtos na empresa de previdência privada Brasilprev

Sandro Costa Bonfim

28/07/2021 04h00

Estudiosos confirmam que ganhamos 30 anos de vida em relação aos nossos avós. O consumidor maduro já é um grupo em ascensão e, em 2020, a movimentação desse mercado foi de US$ 15 trilhões. No Brasil, a projeção foi de R$ 1,8 trilhão. Se hoje essa é a realidade, imagine quando chegarmos aos 60 anos, como será o mundo? Se você ainda vê o envelhecimento como o final da vida, entenda: vivemos outra realidade, e a maneira com que você decide utilizar os recursos acumulados ao longo de sua vida faz parte de um projeto de vida.

O brasileiro historicamente não tem o hábito de se planejar financeiramente e infelizmente é comum percebermos a tomada de decisões impulsivas. Quando falamos em previdência privada, é normal os clientes optarem por fazer o resgate total ou dividir em resgates parciais o valor que acumularam ao longo de uma vida. Chamamos de efeito loteria o processo em que o participante não se prepara e, ao receber o dinheiro acumulado por anos, gasta tudo em um piscar de olhos, ou investe em projetos sem planejamento.

É importante entender que cada indivíduo tem um perfil e uma jornada de vida diferentes. Assim, quanto mais personalizado esse planejamento, melhor será seu efeito a longo prazo. Algumas dicas estão sempre nas nossas conversas com os clientes da Brasilprev e podem ajudar a tomar decisões no momento da desacumulação:

  • Reflita sobre seu momento de vida. Você pode continuar acumulando recursos?
  • É hora de empreender? Evite aplicar tudo em apenas uma cesta de ovos.
  • Qual é a melhor renda? Calcule os gastos atuais, fontes de renda que possui e pense na sua expectativa de vida.
  • Analise seu contexto familiar. Seria bom deixar uma proteção aos beneficiários?

Após essa reflexão, o próximo passo é escolher como receber o dinheiro pensando em um planejamento assertivo e uma aposentadoria tranquila. Nas modalidades PGBL e VGBL, existem diferentes tipos de rendas e vantagens de cada uma.

No pagamento único o cliente recebe o dinheiro de uma só vez, com o desconto do Imposto de Renda. É uma ótima escolha para quem quer comprar um imóvel, abrir um negócio ou realizar aquele sonho antigo. Em outra opção, é possível solicitar resgates parciais conforme as necessidades, de acordo com carências do produto.

Na renda por prazo certo, ele recebe por um prazo determinado no momento da solicitação do benefício. Em caso de falecimento do titular do plano, os beneficiários continuarão a receber a renda até o fim do prazo escolhido. Essa é para quem deseja segurança financeira sem renunciar à proteção aos seus beneficiários. Também existe a renda mensal temporária, em que o pagamento é realizado pelo prazo escolhido no momento da solicitação do benefício. Em caso de falecimento, no período definido, as parcelas restantes não são direcionadas aos beneficiários.

Ao escolher a renda mensal vitalícia, o cliente receberá seu dinheiro mensalmente, até o fim da vida. O desconto do imposto é feito de acordo com a tabela de tributação definida no momento da contratação do plano. É uma boa escolha para quem deseja segurança financeira e proteção para a longevidade. Na renda mensal vitalícia por prazo mínimo, o dinheiro é recebido mensalmente, por toda vida com a indicação de um período para que os beneficiários recebam no caso de falecimento do participante. Se o participante escolhe a renda mensal vitalícia reversível ao beneficiário, ele receberá por toda a vida e, em caso de seu falecimento, os beneficiários passam a receber um percentual dessa renda, também por toda vida.

Por último, existe a renda mensal vitalícia reversível ao cônjuge com continuidade aos menores. Nesse caso o participante recebe o dinheiro mensalmente, por toda a vida, e em caso de seu falecimento, a renda será paga ao cônjuge por toda vida. Além disso, se tiver filhos menores de 21 anos, a renda também será dividida entre esses, indicados como beneficiários no plano, até os seus 21 anos.

No final das contas, o planejamento e a correta análise do momento de vida e da necessidade de cada pessoa são a chave de sucesso. Com aumento constante da expectativa de vida, garantir nossa tranquilidade e a daqueles que amamos vale muito mais do que realizar objetivos de curto prazo e perder a qualidade de vida ao longo dos anos a mais que viveremos.

PUBLICIDADE

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL