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Carla Araújo


Pagamento de auxílio de R$ 600 via fintechs "está em avaliação", diz Onyx

Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

03/04/2020 19h50

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, afirmou que ainda não há uma definição sobre o uso de fintechs para o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 por conta do coronavírus. "Está em avaliação", respondeu o ministro à coluna.

Mais cedo, durante entrevista coletiva em que anunciou o lançamento de um aplicativo na próxima terça-feira para que os cidadãos se cadastrem para receber o benefício, o ministro disse que inicialmente os R$ 600 serão creditados pela rede bancária pública e privada. E depois serão ampliadas para outros pontos, como as lotéricas.

"O governo pretende possibilitar autorizar o pagamento do benefício em lotéricas e pretendemos evoluir para os caixas eletrônicos", comentou.

Maior capilaridade

Como as fintechs chegam a quem não tem conta em banco, setores do governo têm defendido a inclusão nos programas de auxílio emergencial.

Segundo a Caixa Econômica Federal, 85% do público potencial do benefício de R$ 600 mensais não tem conta no banco. O Instituto Fiscal Independente estima 30,5 milhões de pessoas beneficiadas pelo programa, o que significa 25,9 milhões de beneficiários potencialmente desbancarizados.

O uso de fintechs vem sido defendido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, principalmente para levar crédito às empresas. Na semana passada, o ministro afirmou que o governo pretende incluir incluir a participação das operadoras de maquininhas para levar crédito à economia real. "Vamos turbinar as maquininhas. PagSeguro, Stone, esses caras têm capilaridade, estão na ponta, BC tem que chegar lá e não ficar só nos bancos. Por que o Banco Central não pode redescontar deles?", disse, referindo-se a um processo em que o BC usaria as empresas de maquininhas para levar crédito a pequenos empresários.

Para analistas do mercado, a capilaridade das fintechs permitiria ao governo atingir inclusive pessoas que não constam no Cadastro Único do Ministério da Cidadania.

Carla Araújo