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Carla Araújo


Calendário fará beneficiários do Bolsa Família receberem R$ 600 depois

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Imagem: Divulgação
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

07/04/2020 17h32

Apesar da expectativa de que os beneficiários do Bolsa Família fossem os primeiros a receber o auxílio emergencial de R$ 600, após a divulgação de que os pagamentos para outras situações começam na próxima quinta-feira, na prática quem já tinha o benefício não estará "em primeiro na fila".

O argumento do governo é que como essas pessoas já estão habituadas a receber nos últimos dez dias úteis do mês, e dada a complexidade do pagamento, o melhor é manter o cronograma já existe neste caso.

A vice-presidente de governo da Caixa, Tatiana Thomé, explicou que, por conta da manutenção do calendário de pagamentos do Bolsa Família, neste primeiro momento eles não serão incluídos na criação da poupança digital, mas que isso já está em avaliação.

"O recebimento segue da mesma forma, ou com crédito em conta na Caixa, ou como acontece em 70% dos casos, recebem pelo cartão social, com saques nos nossos canais", disse Tatiana. "A intenção é migrar esses beneficiários do Bolsa para que ele possa pode a ter conta digital no próximo mês e até fazer essa antecipação do calendário de recebimento", ponderou.

O público do Bolsa Família terá o valor do benefício atual substituído pelo auxílio emergencial, durante os próximos três meses, caso o valor do Bolsa seja inferior a R$ 600. "As pessoas vão receber o que é mais vantajoso".

Segundo a vice-presidente, a maior parte atualmente dos que recebem o Bolsa Família não alcança esse valor, ou seja, vai migrar.

Carla Araújo