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Martha Seillier deve ser escolhida para lugar de Salim Mattar

Martha Seillier é cotada para o posto - Reprodução/Facebook/Infraero
Martha Seillier é cotada para o posto Imagem: Reprodução/Facebook/Infraero
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Colaboração para o UOL, em Brasília

11/08/2020 20h33

Martha Seillier, atual secretária especial do Programa de Parcerias e Investimento (PPI), deve ser a escolhida por Paulo Guedes para ocupar a Secretaria Especial de Desestatização após a saída de Salim Mattar, segundo fontes. Ele e o secretário Paulo Uebel (Desburocratização, Gestão e Governo Digital) pediram demissão do Ministério da Economia.

Segundo fontes ligadas ao ministro, Seillier já vinha ocupando espaço na agenda com seu programa de privatizações com uma agilidade considerada mais eficiente do que Mattar. Um auxiliar disse, inclusive, que o PPI estaria "fazendo sombra" na secretaria do colega.

Salim era frequentemente visto por colegas como uma pessoa sem jogo de cintura para a realidade de Brasília. Sua agenda de privatização precisaria de uma boa articulação política para conquistar o apoio necessário no Congresso —e Salim não conseguia andar bem nesse campo.

Debandada

Apesar de ser vista como uma questão de tempo, a saída de Salim Mattar teve uma dimensão maior por ter sido anunciada junto com o pedido de demissão do secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel. O próprio Guedes admitiu: "Houve uma debandada".

A saída de Uebel foi interpretada por Guedes, nas palavras do ministro, como um jovem que não estava gostando do que via. O secretário era responsável pela reforma administrativa, finalizada pela equipe econômica desde o fim do ano passado, mas que nunca saiu da gaveta porque o presidente Jair Bolsonaro impediu.

Uebel, segundo pessoas próximas, estava absolutamente incomodado com a demora, principalmente com as notícias de que a reforma administrativa teria ficado para o ano que vem.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.