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Reforma Tributária

Maioria dos deputados apoia taxar fortunas e reprova CPMF, aponta pesquisa

Maior parte dos parlamentares também apoia taxar dividendos e reduzir o IR para pessoa jurídica - Pedro Ladeira/Folhapress
Maior parte dos parlamentares também apoia taxar dividendos e reduzir o IR para pessoa jurídica Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

11/08/2020 20h26Atualizada em 11/08/2020 20h26

Cerca de dois terços (66%) dos deputados são favoráveis à criação de um imposto sobre grandes fortunas, segundo a última Pesquisa XP Câmara dos Deputados. Feito com 146 parlamentares entre 20 e 31 de julho, o levantamento também aponta que outros dois terços (66%) reprovam a volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), ainda que apenas sobre operações digitais.

A taxação sobre grandes fortunas é a segunda proposta relativa à reforma tributária que mais recebe apoio dos deputados, ficando atrás somente da unificação de impostos federais (77%), como IPI, PIS e Cofins.

Na oposição, a aceitação é ainda maior: 91% dos parlamentares se dizem favoráveis à ideia. Entre os demais, a proposta também é maioria (56%).

Um quinto dos deputados consultados se posicionou a favor da volta da CPMF para transações feitas em meios digitais. O apoio sobe para 32% se a arrecadação com o novo imposto for usada para custear o Renda Brasil ou desoneração da folha de pagamento.

Entre os parlamentares da oposição, a aceitação é de 33% para a nova CPMF sozinha e de 28% se aprovada com condições (Renda Brasil ou desoneração da folha). Para os demais, os índices são de 15% e 33%, respectivamente.

A maioria ainda apoia taxar dividendos e reduzir o Imposto de Renda para pessoa jurídica (57%) e aumentar o imposto sobre heranças (56%). Ambos são mais aceitos pela oposição (60% e 74%, nesta ordem) que pelo restante (56% e 48%).

Mudança do IR

Criar uma nova alíquota do IR para os mais ricos é a terceira proposta com mais votos favoráveis entre os parlamentares consultados: ao todo, 63% disseram apoiar a medida.

A proposta é a que recebe maior apoio da oposição, com 95% dos deputados se posicionando a favor da criação da nova faixa de renda. Entre os demais, porém, a aceitação é apenas de 50%.

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