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Correios dizem que quase 93% dos empregados já voltaram ao trabalho

9.mar.2018 - Carteiros trabalham no Rio de Janeiro - Danilo Verpa/Folhapress
9.mar.2018 - Carteiros trabalham no Rio de Janeiro Imagem: Danilo Verpa/Folhapress
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

22/09/2020 14h57

Um dia após a decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho) de determinar o fim da greve dos Correios, a estatal afirma que o sistema de monitoramento da empresa aponta que 92,7% dos empregados estão trabalhando normalmente.

Ontem, após a decisão, a direção da Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) orientou aos sindicatos que mantivessem a paralisação mesmo com a decisão da Justiça.

Nesta terça-feira, no entanto, segundo o secretário da Fentect, Emerson Marinho, a avaliação mudou e nas assembleias que acontecerão hoje será orientado o fim da greve.

"Nós fizemos um balanço e ainda temos a luta contra a privatização. Decidimos que é melhor reaglutinar forças para essa nova luta", afirmou à coluna.

Marinho rebate a informação dos Correios e diz que ainda não houve esse retorno massivo ao trabalho, já que, segundo ele, apenas sete sindicatos já deliberaram pelo fim da greve e ainda restam outras 29 assembleias, que acontecerão hoje à tarde e à noite.

"Vamos levar agora com a orientação de fim da greve a partir das 22 horas de hoje", disse. Se a decisão não for pelo fim da paralisação, conforme determinou o TST, haverá uma multa diária de R$ 100 mil.

Segundo informações da estatal, caso os trabalhadores não retornem será possível cortar o ponto do funcionário e até mesmo considerar abandono de emprego.

Ampliação da capacidade

Em nota, os Correios afirmam ainda que pretendem utilizar a compensação das horas não trabalhadas, que também foi determinada pelo TST, para ampliar a capacidade operacional do plano de continuidade do negócio e normalizar o mais rápido possível o fluxo de entregas de cartas e encomendas, em todo país.

"A rede de atendimento permanece aberta e os serviços, inclusive o SEDEX e o PAC, continuam disponíveis. As postagens com hora marcada permanecem temporariamente suspensas - medida em vigor desde o anúncio da pandemia", diz a estatal.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.