PUBLICIDADE
IPCA
1,25 Out.2021
Topo

Carla Araújo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

PEC: Governo prevê batalha no Senado, mas aposta na palavra de Pacheco

Rodrigo Pacheco com Jair Bolsonaro em solenidade no Planalto no dia 14.09 - Evaristo Sá/AFP
Rodrigo Pacheco com Jair Bolsonaro em solenidade no Planalto no dia 14.09 Imagem: Evaristo Sá/AFP
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

09/11/2021 22h35Atualizada em 10/11/2021 10h46

O governo comemorou a aprovação em segundo turno da PEC dos precatórios na noite desta terça-feira (9) na Câmara, mas sabe que uma nova (e difícil) batalha terá que ser enfrentada no Senado.

Auxiliares do presidente Jair Bolsonaro reafirmaram que é preciso pressa para aprovar a matéria a tempo para que ela seja sancionada e permita o pagamento do Auxílio Brasil em dezembro no valor de R$ 400.

O Ministério da Cidadania, comandado por João Roma, trabalha com a data limite de 17 de novembro. Para esse prazo ser cumprido, o Senado terá que pular trâmites da matéria, que teria que ir diretamente ao plenário, sem passar por comissões.

Roma esteve pessoalmente hoje na Câmara e fez apelos para que a Câmara votasse a PEC com uma margem maior do que na semana passada, quando foram apenas quatro votos a mais do que o necessário, ou seja, 312 votos. Hoje, o texto teve 323 votos favoráveis.

Após a Câmara aprovar a PEC, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, comemorou nas redes sociais e aproveitou para fazer uma espécie de cobrança aos seus colegas senadores. "Tenho confiança de que meus colegas senadores também saberão reconhecer a urgência e a relevância da PEC 23 para as cerca de 20 milhões de famílias carentes do Brasil", escreveu.

Ciro conseguiu a vaga de ministro justamente para melhorar a articulação do governo de Bolsonaro com o Senado, casa que tem barrado algumas propostas do governo e também tem atrasado a sabatina de André Mendonça para a vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

A aposta do governo é que o presidente da Câmara, Rodrigo Pacheco, estaria bastante consciente da necessidade de que a matéria tenha uma tramitação rápida. Mais do que isso, fontes do governo dizem que agora é hora de Pacheco mostrar que tem palavra.

Por diversas vezes, Pacheco deu declarações públicas dizendo que daria celeridade à matéria. Nesta terça-feira, em entrevista à Globo News, o presidente do Senado evitou cravar que pularia de fato os ritos do Legislativo, mas salientou que havia "senso de urgência sobre questão dos precatórios".

Pacheco sinalizou ainda que seria favorável ao mecanismo que muda os parâmetros do teto de gastos e admitiu que fez parte da solução junto com o presidente da Câmara, Arthur Lira, com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o relator da matéria na Câmara, deputado Hugo Mota.

"É uma solução criativa, que considero boa", disse à TV.

Na avaliação do Executivo, não há razões para que Pacheco tente atrasar o andamento da matéria e a expectativa é que a matéria siga direto para o Plenário. A resposta virá na próxima semana.

PUBLICIDADE