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Carla Araújo

REPORTAGEM

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Alckmin indicará técnicos para programa de governo de Lula, diz Mercadante

Aloizio Mercadante Geraldo Alckmi, na Fundação Perseu Abramo, em São Paulo - Vinícius Toledo/Divulgação/FPA
Aloizio Mercadante Geraldo Alckmi, na Fundação Perseu Abramo, em São Paulo Imagem: Vinícius Toledo/Divulgação/FPA
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

Do UOL, em Brasília

04/05/2022 19h57

Após uma reunião que durou cerca de duas horas, o presidente da Fundação Perseu Abramo (FPA), ex-ministro Aloizio Mercadante, e o ex-governador e indicado a vice na chapa de Lula, Geraldo Alckmin (PSB), acertaram alguns pontos que devem fazer parte do programa de governo do petista.

Segundo Mercadante, durante a reunião, Alckmin ressaltou a necessidade de reconstrução do pacto federativo e o pacto republicano.

"Ficamos acertados de dar continuidade a esses debates sobre o plano de governo, inclusive com técnicos que serão indicados pelo ex-governador", disse, em nota.

Integrantes do PT têm rechaçado a tese de Alckmin possa ser um vice decorativo e querem dar ao ex-tucano um protagonismo maior durante a campanha. Alckmin já foi inclusive escalado para tentar diminuir a resistência ao petista entre alguns setores, como agronegócio, automotivo e entidades médicas.

"Falamos também de como alavancar investimentos para retomar as obras públicas, uma vez que estamos trabalhando em um estudo detalhado de todas as obras paradas e do quanto é preciso investir para retomar essas obras. Alckmin também discutiu com profundidade a questão do agronegócio no Brasil", afirmou Mercadante.

A reunião, que aconteceu na sede da FPA em São Paulo, contou com a presença de alguns coordenadores dos Núcleos de Acompanhamento de Políticas Públicas da entidade.

A ideia é que, a partir do lançamento da candidatura do ex-presidente Lula, no próximo sábado (7), o programa tenha "ampla consulta à sociedade".

"Além de pedirmos sugestões a Alckmin, que será uma liderança fundamental para derrotarmos os retrocessos de Bolsonaro, destaques importantes foram apresentados pelo ex-governador, como a necessidade de reconstruirmos o pacto federativo e o pacto republicano", afirmou o petista.

Alckmin e Lula no evento em que o Solidariedade anunciou o apoio à chapa para a eleição presidencial - Ricardo Stuckert - Ricardo Stuckert
Alckmin e Lula no evento em que o Solidariedade anunciou o apoio à chapa para a eleição presidencial
Imagem: Ricardo Stuckert

Combate ao Orçamento secreto

O objetivo de rediscutir o pacto federativo, segundo apurou a coluna, seria uma tentativa de evitar a continuidade do chamado Orçamento secreto, onde emendas parlamentares carecem de maior transparência.

"Nosso entendimento é de que o pacto republicano e o pacto federativo, que estão sendo destituídos por Bolsonaro, precisam ser resgatados no Brasil, por meio da construção de relações de respeito e do estabelecimento de critérios para a distribuição de verbas públicas, seja no SUS, na educação ou nos investimentos", disse Mercadante.

Segundo o petista, o critério não pode ser o de quem é amigo ou de quem é aliado político do presidente em exercício. "O estado brasileiro precisa de regras e procedimentos que assegurem essa parceria republicana entre o União, estados e municípios", afirmou.

Mercadante disse ainda que Alckmin lembrou a relação com o presidente Lula, quando ele era governador, e afirmou que, apesar de serem adversários políticos, os dois sempre mantiveram uma relação "respeitosa e republicana". "Da mesma forma, ocorreu na relação dele com o ex-prefeito Fernando Haddad, quando ambos exerciam função pública", disse Mercadante.