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Empregos e carreiras


Nordeste é a região que mais perdeu empregos com carteira assinada este ano

Juliana Elias

Do UOL, em São Paulo

24/04/2019 17h03Atualizada em 24/04/2019 17h03

O Nordeste é a região onde o presidente Jair Bolsonaro tem os menores índices de aprovação no país, segundo pesquisa Ibope divulgada hoje. É também onde estão os piores números de emprego: o Nordeste perdeu 23.728 vagas com carteira assinada em março e, só no primeiro trimestre deste ano, já acumula o fechamento de 65.188 postos.

O Brasil perdeu 43.196 empregos com carteira assinada em março. Nos três primeiros meses do ano, porém, o resultado do país é positivo, com a criação de 179.543 vagas. Considerando o primeiro trimestre, apenas as regiões Norte e Nordeste tiveram resultado negativo (veja detalhes mais abaixo).

Veja o resultado de março por região:

  • Sudeste: -10.673 postos
  • Sul: -1.748 postos
  • Centro-Oeste: -1.706 postos
  • Norte: -5.341 postos
  • Nordeste: -23.728 postos

Veja o resultado do trimestre por região:

  • Sudeste: +105.221 postos
  • Sul: +108.372 postos
  • Centro-Oeste: +38.635 postos
  • Norte: -7.497 postos
  • Nordeste: -65.188 postos

Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram divulgados hoje pelo Ministério da Economia. Esse resultado é o saldo, ou seja, a diferença entre contratações e demissões.

Alagoas é destaque negativo

Considerando os 26 estados e o Distrito Federal, apenas sete tiveram resultado positivo em março. Entre os nove estados do Nordeste, oito perderam vagas, com o pior desempenho registrado em Alagoas. Veja os cinco estados que mais fecharam vagas no mês:

  • Alagoas: -9.636 postos
  • São Paulo: -8.007 postos
  • Rio de Janeiro: -6.986 postos
  • Pernambuco: -6.286 postos
  • Ceará: -4.638 postos

IBGE faz pesquisa diferente

Os dados do Caged consideram apenas os empregos com carteira assinada. Existem outros números sobre desemprego apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que são mais amplos, pois levam em conta todos os trabalhadores, com e sem carteira.

A última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua registrou que o Brasil tinha, em média, 13,1 milhões de desempregados no trimestre encerrado em fevereiro.

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