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Empregos e carreiras


Número de trabalhadores com carteira volta a subir após 4 anos de queda

Da Agência Brasil

31/05/2019 11h09

Depois de 16 trimestres (quatro anos) seguidos de queda, o emprego com carteira de trabalho assinada no setor privado voltou a crescer. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - Contínua (Pnad-C), o indicador cresceu 1,5% no trimestre de fevereiro a abril, na comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foram gerados 480 mil postos de trabalho formais no período, totalizando 33,1 milhões de trabalhadores nessa situação. Na comparação com o trimestre anterior (de novembro de 2018 a janeiro de 2019), o número de trabalhadores com carteira ficou estável.

O pesquisador do IBGE Cimar Azeredo afirma que a alta no trimestre encerrado em abril foi puxada pelos setores de educação e saúde, de trabalhadores de baixo nível educacional da mineração, da construção, do transporte e dos profissionais liberais.

O aumento reflete o início de um quadro favorável. É a primeira vez que a categoria carteira de trabalho respira desde o início da crise em 2014.
Cimar Azeredo, pesquisador do IBGE

Informalidade também aumenta

Apesar da alta dos empregos com carteira de trabalho assinada, houve também uma alta nos empregos informais, isto é, aqueles sem carteira. A alta foi 3,4%, ou seja, 368 mil pessoas a mais do que no trimestre encerrado em abril do ano passado. No total, 11,2 milhões de pessoas estavam nessa situação no trimestre encerrado em abril deste ano.

Apesar das altas na comparação com abril do ano passado, os dois tipos de trabalho (formal e informal) mostraram estabilidade em relação ao trimestre encerrado em janeiro deste ano.

O rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$ 2.295, ficou estável tanto em relação ao trimestre encerrado em janeiro deste ano quanto na comparação com abril do ano passado. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 206,8 bilhões, estável em relação a janeiro, mas 2,8% superior a abril do ano passado.

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