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Empregos e carreiras

País cria 324.112 vagas com carteira assinada em novembro, 11º mês de alta

Do UOL, em São Paulo

23/12/2021 09h41Atualizada em 23/12/2021 11h52

O Brasil criou 324.112 empregos com carteira assinada em novembro, o 11º mês seguido de saldo positivo, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho e Previdência. O número é a diferença entre 1.772.766 admissões e de 1.448.654 desligamentos registrados no mês.

O resultado de novembro melhorou em relação a outubro, quando foram criadas 241.0766 vagas (dado revisado hoje), mas é 13% menor na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram abertas 376.265 vagas formais. Tradicionalmente, há forte abertura de vagas em novembro por causa das contratações temporárias de final de ano.

No acumulado de 2021, foi registrado saldo de 2.992.898 empregos. No mesmo período do ano passado, foram criados 121.931 postos formais.

O estoque — a quantidade total de empregos com carteira assinada no Brasil — é de 41.551.993, o que representa um aumento de 0,79% em relação ao mês anterior.

Os números positivos do Caged contrastam com a taxa de desemprego geral no país, que ficou em 12,6% no terceiro trimestre de 2021, atingindo 13,5 milhões de pessoas. O dado foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no fim de novembro e se refere ao total de empregos, com e sem carteira assinada.

4 setores com saldo positivo

Em novembro, quatro dos cinco setores da economia registraram saldo positivo na criação de empregos formais. São eles:

  • Serviços (+180.960 postos)
  • Comércio (+139.287 postos)
  • Construção (+12.485 postos)
  • Indústria geral (+8.177 postos)

Com o fechamento de 16.797 postos de trabalho, o setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi o único com balanço negativo no mês passado.

Divisão por região

Todas as regiões do Brasil tiveram mais contratações que demissões em novembro, ainda segundo o Caged. Veja abaixo:

  • Sudeste (+178.422 postos)
  • Nordeste (+58.181 postos)
  • Sul (+54.048 postos)
  • Centro-Oeste (+17.089 postos)
  • Norte (+15.952 postos)

Ainda que o Brasil siga criando vagas de emprego com carteira assinada, a informalidade continua alta. Segundo dados do IBGE, o país alcançou uma taxa de informalidade de 40,6% no terceiro trimestre, com mais de 37,7 milhões de trabalhadores atuando informalmente.

BEm

De acordo com o ministério, 1,680 milhão de trabalhadores seguiam com garantia provisória de emprego em novembro graças às adesões ao Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm).

Para cada mês de suspensão ou redução de jornada pelo programa, o trabalhador tem o mesmo período de proteção à sua vaga. O programa foi relançado em abril pelo governo por mais quatro meses neste ano.

Revisão faz abertura de vagas virar fechamento em 2020

Em novembro, uma revisão de dados feita pelo ministério apontou que o Brasil, na verdade, fechou vagas com carteira assinada em 2020. O saldo foi negativo em 191.502 empregos.

Em janeiro, o governo havia comemorado a geração de empregos formais em 2020, durante a fase mais crítica da pandemia do novo coronavírus. Na época, informou a abertura de 142.690 postos de trabalho.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a dizer que "a boa notícia é o acumulado do ano. Na recessão de 2015, no qual que o PIB caiu 3,5% por erros de política econômica, nós destruímos 1,5 milhão empregos. Na recessão de 2016, também em consequência de erros, perdemos 1,3 milhão de empregos. No acumulado de 2020, quando fomos atingidos pela maior pandemia dos últimos 100 anos, nós geramos 142 mil empregos".

A comparação, porém, é incorreta, porque não é possível comparar os dados do Caged de 2020 com os de anos anteriores, porque a metodologia mudou no ano passado.

As revisões do Caged são feitas periodicamente na base de dados do Ministério do Trabalho e Previdência, responsável pelo Caged. Isso porque as empresas têm até 12 meses para informar ao governo as contratações e demissões feitas em cada mês do ano. Ou seja: se um trabalhador foi demitido em dezembro de 2020, por exemplo, a companhia tem até dezembro deste ano para fazer a declaração, o que acaba influenciando os resultados mensais.

Metodologia

Desde janeiro do ano passado, o uso do Sistema do Caged foi substituído pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) para as empresas, o que traz diferenças na comparação com resultados dos anos anteriores.

Na metodologia anterior (de 1992 a 2019), o melhor resultado para novembro na série sem ajustes havia sido em 2009, quando foram criadas 246.695 vagas no penúltimo mês do ano.

* Com Estadão Conteúdo

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