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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Mercados devem reagir negativamente à alta do juro na zona do euro

Kai Pfaffenbach/Reuters
Imagem: Kai Pfaffenbach/Reuters
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Rafael Bevilacqua

10/06/2022 09h38

Esta é a versão online da edição de hoje da newsletter Por Dentro da Bolsa, que analisa os efeitos da decisão do Banco Central Europeu de subir os juros, que já era esperada pelo mercado. Para assinar este e outros boletins e recebê-los diretamente no seu email, cadastre-se aqui. Os assinantes UOL ainda têm direito a mais duas newsletters exclusivas sobre investimentos.

O Banco Central Europeu (BCE) sinalizou, após a reunião de política monetária deste mês, que deve dar início a um ciclo de alta dos juros em julho, elevando a taxa básica de juros da zona do euro em 0,25 ponto percentual.

O movimento segue a tendência que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e o Bank of England (BoE) já haviam sinalizado meses antes, ao elevarem os juros nos EUA e no Reino Unido.

Além disso, o mercado já precifica uma elevação das taxas na reunião de setembro, e a presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que a instituição irá assegurar que a inflação convirja para a meta de 2% ao ano em 2023.

A zona do euro vem sofrendo com a alta dos preços nos últimos meses, especialmente diante da valorização de commodities como o petróleo e o gás natural. A inflação nos 12 meses encerrados em maio está em 8,1% no bloco.

Dessa forma, a Europa continental finalmente abandonará o juro negativo, o que preocupa os investidores locais, que já estavam acostumados a tal conjuntura.

A alta dos juros na zona do euro era questão de tempo, e já estava no radar das principais casas de análise e bancos da região. Essa antecipação de tendência deve servir para conter a queda das ações, mas os mercados europeus inevitavelmente reagirão de forma negativa à notícia.

Além disso, os investidores repercutem o dado de inflação ao consumidor nos Estados Unidos em maio, enquanto avaliam qual deve ser a postura do Fed nos próximos meses.

Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes UOL, que possuem acesso integral ao conteúdo de UOL Investimentos): informações sobre a fusão entre Aliansce Sonae e brMalls.

Um abraço,

Rafael Bevilacqua
Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante

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