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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Bolsas globais caem com temor de recessão nos EUA --e até no mundo

Getty Images
Imagem: Getty Images

Rafael Bevilacqua

29/06/2022 09h18

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As principais Bolsas de Valores do planeta operam em queda nesta quarta-feira (29), enquanto os investidores monitoram os discursos de autoridades de banco centrais dos Estados Unidos e da Europa.

Diante da persistência da inflação, que nos EUA já acumula alta de 8,6% nos últimos 12 meses, é esperada uma resposta cada vez mais incisiva dos bancos centrais, na forma de alta dos juros e retirada de estímulos.

Atualmente, a taxa básica de juros dos EUA se encontra no patamar entre 1,50% e 1,75% ao ano, e deve subir a um ritmo de 0,50 ponto percentual a cada reunião do Federal Open Market Committee (Fomc, o comitê de política monetárias dos EUA) nos próximos meses.

Isso significa que o período de altíssima liquidez nos mercados globais acabou, ao menos por ora, e isso tem sido observado na fuga de capital dos mercados mais arriscados, como o de ações de tecnologia ou criptoativos, em direção a ativos considerados mais seguros, como a renda fixa.

No caso do Brasil, a renda fixa se torna ainda mais atrativa, uma vez que a Selic se encontra em 13,25% ao ano, e deve subir ainda mais, fazendo com que o juro real, ou seja, a taxa de juros descontada a inflação, seja um dos mais altos do planeta.

No curto prazo, os mercados globais devem passar por fortes oscilações, enquanto não se tem certeza de se os Estados Unidos —ou até mesmo a economia global— entrarão em recessão.

Leia no 'Investigando o Mercado' (exclusivo para assinantes UOL, que possuem acesso integral ao conteúdo de UOL Investimentos): informações sobre a retomada do plano de desinvestimentos pela Petrobras.

Um abraço,

Rafael Bevilacqua
Estrategista-chefe e sócio-fundador da Levante

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