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OPINIÃO

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CVC oferta 53,3 milhões de ações de olho em estratégia de crescimento

Roberto Tamer/Divulgação
Imagem: Roberto Tamer/Divulgação
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Rafael Bevilacqua

27/06/2022 09h05

A CVC (CVCB3), operadora e agência de viagens brasileira, passa por um momento turbulento de sua história. A pandemia foi um duro golpe para a companhia, que viu seu setor de atuação ser paralisado quase completamente por mais de um ano.

Confira a seguir o comentário de Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento, sobre o tema. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e avaliações de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimento. Este conteúdo é acessível para os assinantes do UOL. O UOL tem uma área exclusiva para quem quer investir seu dinheiro de maneira segura e lucrar mais do que com a poupança. Conheça!

Assim, entre 2020 e 2021, a operadora reportou resultados que podem ser classificados como desastrosos e viu o preço de suas ações derreter.

Agora, com a retomada do turismo na maior parte do mundo, a companhia tenta se recuperar do baque pandêmico. Como parte desse processo, é preciso quitar algumas dívidas contraídas durante a crise sanitária e obter capital de giro pensando no curto prazo.

A companhia optou por realizar uma oferta pública restrita de distribuição primária de ações com o intuito de levantar recursos. O volume de ações a serem emitidas na oferta é de 53,3 milhões, com preço unitário de R$ 7,70. Assim, a operação movimentou R$ 402,8 milhões.

Os recursos devem ser utilizados para reforçar o capital de giro da companhia em meio ao seu plano de crescimento, e parte do montante será destinado ao pagamento de parte do saldo devedor com debêntures.

Contudo, em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa informou que a destinação dos recursos da Oferta Restrita será influenciada pelas condições futuras dos mercados em que a companhia atua, bem como pelas oportunidades de investimento identificadas no futuro.

O preço definido para a oferta no dia 24 de junho representa um desconto de 13,3% com relação à cotação das ações no fechamento do dia anterior, de R$ 8,88 por ação. Dessa forma, é esperada uma desvalorização dos papéis no curtíssimo prazo.

No médio prazo, o cenário já é mais nebuloso. A companhia atravessa um momento difícil não apenas em decorrência das perdas provocadas pela pandemia, mas também pelo aumento da concorrência no setor de turismo, especialmente no meio digital.

Com novos players no mercado, a CVC tem perdido espaço, e os custos envolvidos na manutenção de lojas físicas bem localizadas são uma clara desvantagem com relação às companhias que operam de maneira 100% online.

As ações da CVC fecharam em queda de 4,16% na sexta-feira (24), cotadas a R$ 8,51.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.