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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Compass recebe aval do Cade para compra de fatia da Petrobras na Gaspetro

Getty Images
Imagem: Getty Images
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Rafael Bevilacqua

24/06/2022 09h19

A compra da participação de 51% da Petrobras (PETR3/PETR4) na Gaspetro, feita pela Compass, empresa do grupo Cosan (CSAN3) segue conturbada.

Confira a seguir o comentário de Rafael Bevilacqua, estrategista-chefe e sócio-fundador da casa de análise Levante Ideias de Investimento, sobre o tema. Todos os dias, Bevilacqua traz notícias e avaliações de empresas de capital aberto para você tomar as melhores decisões de investimento. Este conteúdo é acessível para os assinantes do UOL. O UOL tem uma área exclusiva para quem quer investir seu dinheiro de maneira segura e lucrar mais do que com a poupança. Conheça!

O contrato para compra da participação celebrado em julho de 2021 prevê pagamento de R$ 2,036 bilhões no fechamento da transação. Ele vem sendo embarreirado por diversos players e organizações do setor, que argumentam contra o aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica, apontando riscos de concentração de mercado. Um deles é a própria Mitsui Gás e Energia, sócia da Petrobras na Gaspetro e detentora dos outros 49% de participação na companhia.

As preocupações se devem ao fato de a Cosan também ser a controladora da Comgás, maior distribuidora de gás do país.

Na tarde da quarta-feira (22), o imbróglio ganhou mais um episódio, dessa vez indicando que a transação está caminhando para uma possível conclusão. Em votação realizada pelo Cade, 4 dos 7 avaliadores se mostraram favoráveis à ideia de aprovar a transação sem impor qualquer restrição.

Dessa forma, pela diferença de um voto, o conselho deu aval para a compra da participação da Petrobras na Gaspetro pela Compass. Vale ressaltar que a Superintendência Geral do Cade já havia aprovado a transação em março, mas, com o acionamento judicial de terceiros mostrando-se contrários à compra, a compra precisou ser levada para o tribunal do conselho.

Com essa aprovação, a Compass tem o aval legal para efetivar a aquisição, no entanto fica dependente da decisão da Mitsui de exercer seu direito de preferência na compra da participação da Petrobras. Essa decisão tem o prazo de 90 dias para ser manifestada. Agora, com a aprovação do Cade, acreditamos que um desfecho favorável à Compass está mais perto.

Mesmo sem nenhum "remédio", a Compass havia divulgado que já tinha assinado uma Promessa de Alienação e venderia até 12 das 18 distribuidoras em que a Gaspetro possui participação, ficando apenas com participação nas empresas do portfólio nas quais enxerga mais valor. Com a aquisição, acreditamos que a Compass conseguirá replicar o modelo de sucesso da Comgás nessas novas companhias, melhorando o serviço oferecido aos clientes, reduzindo ineficiências e gerando um bom retorno aos acionistas.

As ações da Cosan fecharam em queda de 2,11% na quinta-feira (23), cotadas a R$ 18,10.

Este material foi elaborado exclusivamente pela Levante Ideias e pelo estrategista-chefe e sócio-fundador Rafael Bevilacqua (sem qualquer participação do Grupo UOL) e tem como objetivo fornecer informações que possam auxiliar o investidor a tomar decisão de investimento, não constituindo qualquer tipo de oferta de valor mobiliário ou promessa de retorno financeiro e/ou isenção de risco . Os valores mobiliários discutidos neste material podem não ser adequados para todos os perfis de investidores que, antes de qualquer decisão, deverão realizar o processo de suitability para a identificação dos produtos adequados ao seu perfil de risco. Os investidores que desejem adquirir ou negociar os valores mobiliários cobertos por este material devem obter informações pertinentes para formar a sua própria decisão de investimento. A rentabilidade de produtos financeiros pode apresentar variações e seu preço pode aumentar ou diminuir, podendo resultar em significativas perdas patrimoniais. Os desempenhos anteriores não são indicativos de resultados futuros.