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FMI alerta que os EUA devem lutar contra a pobreza e a desigualdade

Washington, 22 Jun 2016 (AFP) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu aos Estados Unidos que lutem de maneira urgente contra a pobreza e a desigualdade que ameaçam seu potencial econômico, em uma revisão anual da primeira economia mundial publicada nesta quarta-feira.

Os especialistas do Fundo reduziram a 2,2% a previsão de crescimento do produto interno bruto americano este ano, uma queda de 0,2 ponto em relação ao relatório de abril. Para 2017, o FMI projeta um crescimento de 2,5%.

Para o FMI, com o movimento global de desinflação, o aumento da taxa de juros nos Estados Unidos deve ser "muito gradual" e o Banco Central americano (Fed) deve aceitar que a inflação (atualmente de 1,1%) poda superar provisoriamente sua meta de 2%.

"Apesar de sua expansão, os Estados Unidos enfrenta um conjunto de forças que vão pesar na permanência de um melhor bem-estar econômico", disse o Fundo, referindo-se ao envelhecimento da população, a infraestrutura, a diminuição da classe média e a crescente polarização da renda.

Esses fatores de somam a "tendências nefastas de longo prazo que afetaram a renda", diz a instituição, que ressaltou que a renda proveniente do trabalho da classe média é mais baixa dos últimos 30 anos.

"A distribuição da riqueza e da renda está cada vez mais polarizada, e a pobreza aumentou", apontou o FMI.

"Há uma necessidade urgente de atacar a pobreza", alertou o organismo. Segundo o FMI, um em cada sete americanos vive na pobreza.

O Fundo defendeu impostos melhor orientados e a recuperação do salário mínimo federal (atualmente de 7,25 dólares a hora).

A queda na taxa de emprego, que continuará nos próximos anos principalmente em razãp de efeitos demográficos, pode ser contida, com medidas a favor do emprego das mulheres e sobretudo com a adoção de uma reforma migratória.

A taxa de emprego, que inclui pessoas que trabalham ou buscam emprego, recuou cinco pontos em quinze anos, passando de mais de 67% nos anos 2000 a menos de 63% em 2015.

Os gastos em infraestruturas devem aumentar: "se requerem novos investimentos urgentemente, sobretudo em transportes terrestres". "Isso ajudaria a reduzir congestionamentos e impulsionaria a produtividade da atividade privada".

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