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Brasil reduz de 1,6% para 1% previsão de alta do PIB para 2017

Brasília, 22 Nov 2016 (AFP) - O governo brasileiro revisou para baixo suas projeções de crescimento do PIB para o ano que vem, de 1,6% estimado em agosto para 1%, devido às dificuldades econômicas para superar a pior recessão do país em décadas.

O Ministério da Fazenda também rebaixou seus cálculos para 2016, de uma contração de 3% estimada há quatro meses para uma queda de 3,5%.

O Brasil está em recessão desde o ano passado, quando o PIB sofreu uma contração de 3,8%, e deu início a um ciclo negativo que arrastou quase todos os seus indicadores - como o desemprego, que disparou, e os preços, que continuaram acima da meta prevista.

Já a projeção da inflação diminuiu neste último informe apresentado em Brasília. Segundo números divulgados pela equipe do ministro Henrique Meirelles, a expectativa é fechar o ano em 6,8% (a partir dos 7,2% previstos em agosto), abrindo 2017 com 4,7% (contra os 4,8% anteriores).

Esta é a terceira revisão da estimativa de crescimento do PIB para 2017 anuncia pelo governo desde que Michel Temer (PMDB/SP) chegou ao poder em maio.

O último reajuste havia sido em agosto, quando o Ministério da Fazenda se mostrou mais otimista, ao levar para 1,6% o crescimento projetado um mês antes (1,2%).

Na época, o então secretário de Política Econômica, Carlos Hamilton, havia afirmado que já se viam, no país, sinais de melhora em diferentes indicadores financeiros, como na alta da Bolsa, ou na redução das previsões de inflação.

Lenta recuperaçãoDesde então, porém, ficou mais clara a situação de endividamento das empresas, enquanto a desconfiança da indústria continuou aumentando, segundo números apresentados nesta segunda-feira por seu substituto à frente da Política Econômica, Fábio Kanczuk.

Além disso, o "spread" dos bancos não para de subir, encarecendo o crédito.

"[O efeito] era totalmente esperado, mas sua dimensão está-se vendo clara agora. [O risco] está empurrando os 'spreads' para cima", afirmou Kanczuk, em declarações à Agência Brasil.

"Continuamos falando de recuperação econômica, mas há um pouco de atraso para que se realize essa digestão do aumento da dívida no lucro [das empresas]", avaliou.

Apesar dos últimos ajustes, o secretário se mostrou confiante em que o governo cumprirá a meta fiscal. Segundo ele, embora a queda do PIB comporte menor receita para o governo, há outros indicadores positivos que podem compensar.

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