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Banco 'incômodo' no metrô do México para denunciar assédio sexual

México, 31 Mar 2017 (AFP) - Um assento no metrô da Cidade do México, que reproduz um tronco masculino nu com um pênis de plástico, despertou a rejeição de alguns passageiros, especialmente dos homens, que se levantavam rapidamente ao sentir um "incômodo".

A intenção do objeto, instalado no início do ano no âmbito de uma campanha da ONU Mulheres que foi divulgada agora em vídeo pela internet, era conscientizar a população masculina sobre o assédio que afeta a cada dia milhares de mulheres e meninas no transporte público da capital mexicana.

"É incômodo viajar aqui, mas não se compara à violência sexual que as mulheres sofrem em seus traslados cotidianos", dizia uma placa em frente ao banco.

O objetivo era mostrar "a 'normalização' da agressão sexual ao levar os homens a experimentar este mesmo cotidiano em seus trajetos diários", explica um comunicado da ONU Mulheres sobre esta campanha.

Em outro experimento registrado em vídeo, câmeras filmavam a bunda de passageiros homens nas plataformas e exibiam as imagens em telas.

A reação: risos nervosos entre os passageiros, surpresa e a tentativa de se afastar de lá o mais rápido possível.

Em cerca de dez dias, no final de março, ambos os vídeos geraram mais de 10 milhões de reproduções nas redes sociais, segundo a organização.

Em uma segunda fase da campanha, a organização tentará conscientizar a população sobre o assédio sexual ao divulgar, através de materiais gráficos no transporte público, as possíveis punições nestes casos, detalhou a organização, que coopera nesta ação com o governo da capital mexicana.

Segundo dados oficiais, as formas de violência mais relatadas pelas mulheres no México são frases ofensivas, toques sem consentimento e sentir medo de ser atacadas ou abusadas.

"O assédio sexual e outras formas de violência sexual são uma pandemia mundial, ainda pouco visível. Com frequência os homens normalizam a violência que exercem, as mulheres não a denunciam e as intervenções para abordá-la e preveni-la são insuficientes", acrescenta a ONU Mulheres.

Na Cidade do México, 81,4% das mulheres afirmam se sentir inseguras de andar pelas ruas, segundo a organização.

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