ipca
-0,21 Nov.2018
selic
6,5 31.Out.2018
Topo

Diálogo é primeira opção da UE para evitar tarifas de Trump

09/03/2018 06h40

Bruxelas, 9 Mar 2018 (AFP) - A comissária europeia do Comércio, Cecilia Malmström, afirmou nesta sexta-feira que o diálogo continua sendo a primeira opção para evitar as pesadas tarifas de importações de aço e alumínio anunciadas por Washington.

"O diálogo é sempre a primeira opção da UE", declarou Malmström, para quem aumentar as tarifas alfandegárias "não é a forma correta de abordar a preocupação sobre a capacidade excessiva no setor siderúrgico".

A UE é mais um parceiro comercial dos Estados Unidos, como China e Japão, a criticar a decisão do presidente americano Donald Trump de impor tarifas de importação de 25% para o aço e de 10% para o alumínio, alegando motivos de "segurança nacional".

Antes da entrada em vigor em duas semanas, o governo americano está aberto a conversar "país por país" para negociar eventuais isenções, como as definidas com Canadá e México à espera do resultado da renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta).

"Somos amigos, somos aliados, trabalhamos juntos, não podemos ser uma ameaça para a segurança nacional dos Estados Unidos, assim contamos que nos excluam das medidas", disse Malmström.

A comissária europeia do Comércio afirmou que a decisão de Trump "não era muito clara" e, neste sentido, espera obter mais informações.

"Esperamos obter a confirmação de que a UE está isenta de tudo isto", disse.

À espera da confirmação das tarifas, a UE já preparou medidas de represália contra produtos americanos emblemáticos, segundo Bruxelas em virtude das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), para tentar recuperar 2,8 bilhões de euros de prejuízo.

Entre os produtos que devem ser taxados pela UE estão o suco de laranja, o bourbon e manteiga de amendoim, entre outros.

A estratégia da UE também passa pela adoção de medidas de salvaguarda, para proteger a indústria europeia de um eventual desvio das exportações de terceiros países apontados por Washington, além de uma demanda na OMC.

Mais Economia