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Bolsas têm novo dia de instabilidade

26/03/2020 15h48

Paris, 26 Mar 2020 (AFP) - As Bolsas europeias se recuperaram nesta quinta-feira, começando com quedas acentuadas para terminar em alta, aparentemente estimuladas pela promessa do G20 de apresentar uma "frente unida" ao coronavírus.

Os terríveis resultados da crise no mercado de trabalho dos EUA não prejudicaram o fechamento dos principais mercados europeus, embora na Ásia os mercados de ações tenham mostrado novamente sinais de desvalorização.

Na Ásia, a Bolsa de Tóquio, após duas sessões de altas significativas, caiu novamente por medo de que a pandemia se espalhe pela capital japonesa.

O índice Nikkei, que subiu 8% na quarta-feira e mais de 7% na terça, encerrou nesta quinta-feira em queda de 4,51%.

"As grandes cidades do mundo, especialmente Nova York, foram atingidas pelo novo coronavírus, e Tóquio não deve ser exceção", disse à AFP Eiji Kinouchi, analista da Daiwa Securities, depois que a governadora de Tóquio alertou na quarta-feira para uma possível "explosão" de casos.

A Europa entrou teve sessões instáveis, mas as principais praças fecharam em alta: Londres subiu 2,2%; Frankfurt 1,3%; Paris 2,5%; Milão 0,7% e Madri 1,3%.

Pouco antes, os líderes do grupo das 20 nações mais industrializadas do mundo, o G20, prometeram uma "frente unida", uma injeção de mais de 5 trilhões de dólares na economia mundial e coordenação dentro de instituições como o Fundo Monetário Internacional para ajudar os países mais vulneráveis.

Wall Street também amanheceu de bom humor, apesar do aumento do desemprego nos Estados Unidos. Na abertura, o Dow Jones subia 1,08% e o Nasdaq 1,06%.

Apesar de um confinamento que já afeta 3 bilhões de pessoas em todo o mundo, o número de mortos continua a aumentar, com cerca de 20.600 vítimas fatais.

Segundo Tangi Le Liboux, analista da Aurel BGC, "permanece a questão de avaliar se a pandemia continuará a se espalhar rapidamente ou se as medidas de confinamento desacelerarão rapidamente sua progressão e permitirão que a atividade seja retomada rapidamente".

"Temos que ver se a Europa e os Estados Unidos serão capazes de seguir o exemplo dos países do Sudeste Asiático", acrescenta o analista.

Agora, no centro das atenções está a cúpula dos países industrializados do G20, marcada para esta quinta-feira, para coordenar as ações contra a ameaça de recessão.

E, especialmente, os números semanais de solicitações de auxílio desemprego nos Estados Unidos, que poderiam "exceder um milhão", diz Michael Hewson, analista da CMC Markets.

Na Alemanha, a confiança do consumidor deve cair em abril, um índice que reflete o agravamento das consequências econômicas da pandemia, segundo o barômetro GfK.

bur-abx/jld/lth/pc/zm/mr/cc

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