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O Eurogrupo busca um novo líder em meio à crise do coronavírus

11/06/2020 15h09

Bruxelas, 11 Jun 2020 (AFP) - O Eurogrupo, o órgão que reúne os 19 ministros das Finanças da zona do euro, lançou nesta quinta-feira (11) a corrida para escolher seu novo presidente.

"Um novo ciclo está chegando ao Eurogrupo", disse o atual presidente, o ministro das Finanças português Mário Centeno, cujo mandato de dois anos e meio terminará em 12 de julho.

Centeno deixa a liderança depois que os países do euro concordaram com um primeiro pacote de 540 bilhões de euros (cerca de 615 bilhões de dólares) em empréstimos para apoiar o sistema de saúde, empresas e trabalhadores.

A espanhola Nadia Calviño, o luxemburguês liberal Pierre Gramegna e o irlandês Paschal Donohoe (centro-direita) estão entre os favoritos.

Os interessados devem enviar sua inscrição nas próximas semanas, juntamente com uma carta de motivação. Para a eleição no início de julho, eles precisam do apoio de pelo menos 10 dos 19 ministros.

Para uma fonte diplomática, Calviño, uma tecnocrata que chegou ao governo do socialista Pedro Sánchez em 2018 a partir da Direção Geral de Orçamentos da Comissão Europeia, seria a indicada.

A espanhola é vista como uma continuidade após os dois anos e meio de Centeno, um ministro independente em um governo socialista como ela.

Ela seria a primeira mulher no cargo ocupado por Centeno (2018-2020), pelo holandês Jeroen Dijsselbloem (2013-2018) e o luxemburguês Jean-Claude Juncker (2005-2013).

No entanto, sua candidatura não convence a todos. "Países como Holanda, França e Espanha têm filosofias econômicas muito fortes e o posto não exige isso", segundo outra fonte diplomática.

- Um novo impulso -Além de recuperar a confiança em uma organização marcada pela divisão norte-sul desde a crise da dívida, a próxima pessoa no comando do Eurogrupo terá a missão de dar um novo impulso.

A importância do Eurogrupo, cujo objetivo é coordenar as políticas econômicas nacionais, perdeu destaque nos últimos anos nas gestões de Juncker e Dijsselbloem.

"O próximo presidente precisa de um plano para que o Eurogrupo seja útil novamente", de acordo com Lucas Guttenberg, do Jacques Delors Center.

Também terá sobre a mesa questões como a conclusão da União Bancária e o orçamento da zona do euro, paralisados devido à pandemia, segundo uma fonte europeia.

tjc/es/jc