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Pesquisa aponta que 80% das empresas dos EUA vão manter teletrabalho

Uma em cada três empresas sondadas retomou as atividades normais - Getty Images
Uma em cada três empresas sondadas retomou as atividades normais Imagem: Getty Images

27/07/2020 09h36

A grande maioria das empresas nos Estados Unidos espera manter o teletrabalho, pelo menos de forma parcial, após o término da crise da COVID-19, revela uma pesquisa de uma organização econômica publicada hoje.

"Dois em cada três entrevistados concordam que a experiência de sua empresa com a pandemia de coronavírus levará a contratações e acordos de trabalho mais flexíveis em seus negócios", observou a Associação Nacional para Economia Empresarial (NABE) em seu relatório trimestral.

Mais de 80% dos entrevistados indicaram que sua empresa manterá pelo menos "algum grau" de teletrabalho após a crise.

A pesquisa, realizada de 2 a 14 de julho, teve como foco o clima dos negócios e reflete os resultados do segundo trimestre e as perspectivas de curto prazo da empresa ou setor consultados.

"Os resultados da pesquisa NABE (...) mostram mudanças contínuas no clima dos negócios, mas com melhorias acentuadas na maioria dos indicadores em comparação com a pesquisa realizada em abril", resumiu a presidente do NABE, Constance Hunter.

Uma em cada três empresas sondadas retomou as atividades normais, mas a mesma quantidade não espera que essa normalidade se mantenha por mais de seis meses.

As empresas dos setores financeiro, de seguros e imobiliário são aquelas que voltaram a ter uma atividade normal (42%), seguidas pelas empresas do setor de serviços (35%).

Mas 29% dos entrevistados acreditam que o retorno à normalidade não excederá seis meses, comparado a 16% em abril.

A pesquisa foi realizada durante o ressurgimento da pandemia de COVID-19 nos Estados Unidos.

Cidades e estados do sul e oeste do país tiveram que adotar medidas mais drásticas para conter a expansão do coronavírus, o que retardará a recuperação econômica.

Na frente trabalhista, as empresas adotaram três medidas excepcionais desde março para combater o impacto financeiro da crise sanitária: congelamento de contratações (citado por 49% das empresas pesquisadas), demissões (34%) e concessão de licenças não remuneradas para seus trabalhadores (34%).

Além disso, quase 20% das empresas disseram que cortaram salários no segundo trimestre de 2020. Nenhuma havia feito isso no último trimestre do ano passado.

E 82% das pessoas questionadas pensam que os salários permanecerão nos mesmos níveis de hoje no futuro.

As margens de lucro das empresas melhoraram no segundo trimestre, mas permanecem em um nível "historicamente" baixo, indica o estudo.