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Projeto de embargo europeu faz petróleo subir em mercado tenso

06/05/2022 21h39Atualizada em 06/05/2022 21h48

Nova York, 7 Mai 2022 (AFP) - O petróleo se manteve em alta nesta sexta-feira (6), ainda impulsionado pelo projeto de embargo ao petróleo russo por parte da Europa, inclusive quando a Hungria impõe entraves.

O barril de Brent do Mar do Norte para entrega em julho subiu 1,34% a 112,39 dólares.

O barril de West Texas Intermediate (WTI) americano para junho subiu 1,39% a 109,77 dólares.

Durante a apresentação na quarta-feira de uma sexta rodada de sanções contra a Rússia, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs uma proibição progressiva das importações de petróleo.

A Hungria se opõe a esta medida por considerar que "destruiria completamente a segurança energética" do país. A Hungria é totalmente dependente do petróleo russo e um embargo equivaleria a "uma bomba nuclear sobre sua economia", disse seu premier, Viktor Orban, nesta sexta-feira.

"A União Europeia, com suas regras de unanimidade, não obterá jamais uma aplicação total do embargo" para todos os seus membros, "mas o que fará no mínimo vai representar uma forte redução e deixar uma marca" para a Rússia, comentou Bill O'Grady, da Confluence Investmento.

"Se não for alcançado nenhum acordo neste fim de semana, eu deveria convocar uma reunião extraordinária de ministros de Assuntos Exteriores da UE na próxima semana, após o dia da Europa", advertiu o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

Estas expectativas chegam em um momento em que o mercado estava tenso mais uma vez esta semana especialmente quanto aos produtos refinados, enquanto as refinarias americanas não voltaram à plena produção da semana anterior, destacou o analista.

"Ao mesmo tempo, os sinais de um enfraquecimento da economia mundial se multiplicam", podendo afetar a demanda, avaliou Stephen Brennock, da PVM Energy.

"No entanto, o petróleo não deveria ter dificuldades para se manter acima do nível simbólico dos 100 dólares o barril, enquanto os temores ligados à demanda sejam ofuscados por aqueles relacionados ao déficit da oferta", explicou o analista.