Petróleo perde terreno por preocupações sobre demanda chinesa

Os preços do petróleo fecharam com resultados díspares nesta segunda-feira (25), mas próximos da estabilidade, devido às más notícias da incorporadora imobiliária chinesa Evergrande.

O preço do barril Brent do Mar do Norte, para entrega em novembro e de referência no mercado europeu, fechou estável (+0,02%), a 93,29 dólares.

Já o barril West Texas Intermediate (WTI), também para entrega em novembro e de referência no mercado americano, caiu 0,38%, para 89,68 dólares.

Como vinha ocorrendo nos últimos dias, o barril começou o dia em alta para depois ceder.

Para Edward Moya, da consultoria Oanda, a disparada do dólar contribuiu para frear o aumento do petróleo. Um dólar mais forte encarece o barril, que é cotado na divisa americana.

Para John Kilduff, da Again Capital, o comportamento do mercado reflete um revés da incorporadora imobiliária chinesa Evergrande.

A gigante de Shenzhen não pôde emitir novas obrigações, uma etapa-chave na reestruturação de sua dívida colossal, devido a uma investigação das autoridades chinesas a uma de suas filiais.

A importância do mercado imobiliário na dinâmica econômica da China é tamanha que uma quebra da Evergrande teria reflexos em toda a economia, incluindo a demanda de petróleo, segundo John Kilduff.

Os preços também reagiram à decisão da Rússia de suspender algumas restrições para suas exportações de produtos refinados.

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Além disso, nos Estados Unidos, a demanda mostra sinais de fraqueza a cada dia. Nesta segunda, os preços da gasolina no atacado caíram para seu nível mais baixo em dois meses.

"Os preços ao consumidor foram muito altos durante um longo período, e isso terminou afetando a demanda" nos Estados Unidos, resumiu Kilduff.

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© Agence France-Presse

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