Cinco assuntos que vão dar o que falar hoje

Lorcan Roche Kelly

(Bloomberg) -- Os investidores eliminam riscos em ações e títulos do mundo, Lagarde adverte para 'a nova mediocridade' e hoje serão publicados vários PMI. Esses são alguns dos assuntos que vão dar o que falar nos mercados hoje.

Sem riscos

Mercados acionários do mundo inteiro estão vendendo nesta manhã.

O índice MSCI Asia Pacific recuou 1,6%. As ações japonesas encabeçaram as perdas porque o iene teve um rali que o deixou próximo do nível mais alto frente ao dólar em dezoito meses.

Na Europa, o Stoxx 600 recuava 1,6% às 10h19 em Londres em uma queda forte de base ampla.

Os futuros do S&P 500 caíram 0,8%. Como as ações estão caindo, os títulos estão tendo um rali. O rendimento sobre os títulos alemães com vencimento em dez anos caiu abaixo de 0,1% pela primeira vez em quase um ano e os títulos do Tesouro dos EUA também estão avançando. O ouro subiu.

A nova mediocridade

A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, advertiu para os riscos cada vez maiores enfrentados pela economia global em discurso em Frankfurt nesta manhã. Ela disse que a perspectiva de crescimento diminuiu nos últimos meses. Em entrevista à Bloomberg Television ela disse que chamou o cenário de "nova mediocridade".

Dia dos PMI

O crescimento na zona do euro continua "lento" segundo a Markit Economics, que publicou seu Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) para a zona do euro nesta manhã.

O índice composto subiu para 53,1 pontos em março, acima do patamar de 50, que indica crescimento, mas abaixo da leitura inicial de 53,7 publicada no dia 22 de março.

No Reino Unido, o número composto subiu para 53,4 e a Markit advertiu que tanto a incerteza global quanto o futuro referendo sobre a permanência do país na UE estavam afetando a confiança. O PMI composto da Markit para os EUA será publicado às 9h45, horário de Nova York, e o relatório não-manufatura ISM sairá às 10 horas.

Índia baixa taxas, Austrália mantém

O banco central da Índia diminuiu sua taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 6,5%, medida prevista pela vasta maioria dos economistas consultados pela Bloomberg.

O presidente Raghuram Rajan disse que a posição continuaria sendo acomodatícia, mas os investidores estão preocupados de que o espaço de manobra de Rajan seja limitado pelo clima. O terceiro ano consecutivo com precipitações inferiores à média pressionaria os preços dos alimentos e limitaria o escopo de flexibilização do banco central.

Na Austrália, o presidente do Banco Central, Glenn Stevens, manteve as taxas inalteradas, mas não pediu um enfraquecimento da moeda como alguns analistas tinham previsto. O dólar australiano enfraqueceu mais de 1% frente ao dólar depois de ter se fortalecido imediatamente após a publicação.

Tempos difíceis para os bancos de investimento

A pressão sobre os bancos globais de investimento se mantém apesar de continuarem demitindo funcionários.

Os analistas reduziram as estimativas de lucros para o Goldman Sachs Group em 94 centavos de dólar por ação nas últimas quatro semanas. O momento escolhido para a revelação dos "Panama Papers" e o dano adicional à reputação que eles poderiam causar a grandes instituições não poderiam ser piores.

O presidente do Credit Suisse Group, Tidjane Thiam, está tentando deixar para trás os problemas recentes do banco procurando oportunidades de expansão na Ásia.

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