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Samsung faz mudanças para aumentar vendas do S7 antes do IPhone

Jungah Lee

(Bloomberg) -- A Samsung está implantando uma nova estratégia para fazer do smartphone Galaxy S7 uma surpresa desde sua estreia em março: liberá-lo mais cedo e com um preço mais barato.

As vendas da linha top da empresa são estimadas em cerca de 9 milhões de unidades durante o primeiro mês no mercado - ou o triplo dos modelos S6 no mesmo período do ano passado. Isso foi o que levou os analistas a aumentar suas projeções para o lucro operacional e para a receita quando a Samsung divulgar os lucros preliminares do primeiro trimestre na quinta-feira, mesmo com seu celular até 8 por cento mais barato do que a versão do ano passado.

O maior fabricante de smartphones do mundo desistiu da prática de aumentar os preços com cada novo modelo, uma manobra muito utilizada pela Apple, enquanto tenta combater o achatamento do crescimento das vendas. Os negócios de chip e telas da Samsung provavelmente vão sofrer com o resultado, mas as vendas dos aparelhos S7 estão sendo energizadas por elogios da crítica, um período de calmaria de novos modelos dos fabricantes chineses e a falta de um iPhone 7 para fazer balançar quem adora atualizar celulares e quem compra pela primeira vez.

"Com o mercado de smartphones de tecnologia de ponta em grande parte estagnado, a questão não é mais sobre que recursos o novo celular possui", disse Claire Kim, analista da Daishin Securities, de Seul. "Pelo contrário, é sobre quem pode apresentar o celular mais rapidamente".

Alta das ações

A linha S7 foi lançada em 11 de março, cerca de um mês antes dos modelos S6, que começaram a ser vendidos em abril de 2015. Os celulares são semelhantes, um com uma tela de 5,1 polegadas e o outro com uma tela de 5,5 polegadas com bordas curvas, mas os novos modelos incluem um slot para cartão de memória, impermeabilização e uma vida estimada mais longa da bateria.

"As primeiras indicações são que a demanda pelo Galaxy S7 está bem acima da demanda pelo Galaxy S6 no ano passado nos mercados desenvolvidos dos EUA e da Europa", disse Neil Shah, diretor de pesquisa da Counterpoint Technology Market Research, em um e-mail.

Os novos modelos também estão ajudando a empresa a reconquistar os clientes dos fabricantes domésticos Huawei Technologies, Lenovo Group e Xiaomi na China. A participação da Samsung foi de cerca de 7 por cento nos primeiros dois meses do ano - um declínio de cerca de 1 ponto percentual em relação ao ano anterior, disse Shah.

Efeito cascata

Esse sentimento está criando um efeito cascata quando se trata de estimativas de ganhos. Entre os analistas que seguem a Samsung, 13 levantaram sua projeção de lucro operacional em relação ao mês anterior, enquanto outros seis diminuíram. Isso elevou a previsão média em quase 4 por cento, para 5,52 trilhões de wons (US$ 4,8 bilhões), de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

Essas vendas acontecem pela falta de modelos concorrentes, "vendas fracas" do iPhone 6S, os upgrades do S7 e "preços competitivos", disse Doh Hyun-Woo, analista da Mirae Asset Securities. Doh não respondeu às várias mensagens telefônicas para comentários adicionais.

A empresa, dirigida pelo vice-presidente Lee Jae Yong, precisa de um sucesso. A participação da Samsung no mercado global de smartphones caiu pelo segundo ano consecutivo em 2015 e a receita e o lucro líquido caíram dois anos consecutivos.

Outros modelos

"As vendas do S7 são extremamente encorajadoras", afirmou o vice-presidente executivo Rhee In Jong em uma entrevista em 21 de março. A empresa não quis comentar na terça-feira.

O sucesso da S7 provavelmente vai incentivar a Samsung a usar a mesma estratégia com seus novos dispositivos Note de tela grande ainda neste ano, disse Neil Mawston, diretor executivo da empresa de pesquisas Strategy Analytics.

"Esperamos que o Galaxy S7 da Samsung seja o smartphone Android mais vendido do mundo em 2016", disse Mawston em um e-mail. "Esperamos que a Samsung lance o Note 6 um ou dois meses antes do iPhone 7, para tentar aproveitar essa oportunidade".

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