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Alibaba investe em expansão no sudeste asiático

Lulu Yilun Chen e Selina Wang

(Bloomberg) -- O Alibaba está fazendo seu maior investimento no exterior com um acordo de US$ 1 bilhão para o controle do Lazada Group, levando o gigante chinês de comércio eletrônico para o sudeste asiático e mais perto da meta de acabar com a dependência do mercado interno.

A maior loja online da China vai pagar US$ 500 milhões por novas ações na empresa de capital fechado e uma quantidade igual dos investidores existentes, disse o Alibaba em um comunicado. Os investidores que estão vendendo incluem Rocket Internet da Alemanha, a rede de supermercados britânica Tesco e o Investiment AB Kinnevik.

A empresa chinesa está abrindo caminho em uma região onde começa um boom de compras on-line, de rápido crescimento de uso de celular e de Internet, impulsionando os gastos do consumidor.

O bilionário presidente da Alibaba, Jack Ma, estabeleceu uma meta de conseguir pelo menos metade da receita da empresa do exterior e com o acordo com a Lazada quer aumentar vendas de vestuário e eletrônicos em seis mercados do sudeste asiático.

O Alibaba conseguiu dominar o e-commerce em seu mercado doméstico, mas permanece dependente da China para a grande maioria de seus negócios.

O acordo parece representar uma saída para o Alibaba, que escolheu principalmente crescer organicamente em sua própria casa, disse Saemin Ahn, sócio-gerente da Rakuten Ventures, que gerencia um fundo de US$ 285 milhões e investe nos EUA e Ásia.

"O Alibaba possui muito dinheiro em caixa assim pode fazer este tipo de investimento. Também está buscando empresas que vão crescer no futuro", disse Marie Sun, analista da Morningstar Investiment Service. "Precisam encontrar algum outro lugar para o crescimento futuro".

Maior acordo no exterior

Enquanto o acordo é o maior negócio do Alibaba no exterior até o momento, não é a primeira mega-aquisição da gigante de e-commerce. Ela concordou em pagar cerca de US$ 5 bilhões para assumir o controle total do serviço de vídeo chinês Youku Tudou em 2015.

O acordo avalia a Lazada em US$ 1,5 bilhão, disse a Rocket em um comunicado separado. Está vendendo uma participação de 9,1% na Lazada e mantém 8,8%. O negócio do Alibaba avalia toda sua participação na companhia em cerca de 15 vezes o total do capital investido de 18 milhões de euros (US$ 21 milhões), disse a empresa alemã incubadora de tecnologia.

Abrir caminho

Fundada em 2012 pela Rocket, a Lazada opera na Indonésia, Malásia, Filipinas, Cingapura, Tailândia e Vietnã. A Indonésia, onde compete com a Tokopedia e a MatahariMall, é a maior economia do sudeste asiático, com 256 milhões de pessoas.

O Alibaba está entrando em um mercado onde não há um único ator dominante. Enquanto espera-se que a crescente riqueza do sudeste asiático impulsione o crescimento nas compras on-line, muitos países da região ainda não têm a infraestrutura de transporte e pagamentos tão cruciais para a adoção generalizada do e-commerce.

O negócio também inclui opções para comprar a participação de determinados acionistas da Lazada no período de 12 a 18 meses após o negócio se concretizar. O Credit Suisse assessorou o Alibaba e Goldman Sachs Group foi o assessor financeiro da Lazada.

Expansão no exterior

O Alibaba, que teve mais de 86% de sua receita vinda da China no trimestre encerrado em dezembro, já fez tentativas anteriores de se expandir no exterior por meio de investimentos diretos.

Comprou a 11 Main, com sede em San Mateo na Califórnia, mas vendeu o site de e-commerce de nicho depois de alguns anos para a rival online OpenSky quando não conseguiu gerar a sinergia que estava procurando. Em troca, o Alibaba disse na época que iria deter uma participação "significativa" na entidade combinada.

Em casa, o Alibaba está empurrando seu próprio site AliExpress para compradores em mercados emergentes, como Rússia e Brasil.

Alimentada por compradores russos procurando melhores ofertas online, o AliExpress, que envia mercadorias diretamente dos vendedores chineses para o mercado externo, se tornou o maior site de compras no país em 2014, segundo a empresa de pesquisas TNS.

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