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Usiminas estuda renegociação da dívida em dólar, dizem fontes

Paula Sambo e R.T. Watson

(Bloomberg) -- A Usiminas avalia postergar a data de vencimento de seus títulos em dólares como parte do plano de reestruturação de dívidas da siderúrgica brasileira após quedas do preço e da demanda, disseram pessoas próximas à negociação.

A empresa com sede em Belo Horizonte deverá oferecer aos credores algumas opções de reestruturação de US$ 180 milhões em notas com vencimento em 2018, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque a negociação é privada. O mais provável é que a empresa estenda os vencimentos das notas sem um haircut explícito, disseram as pessoas.

A recompra das notas não é uma opção neste momento, segundo elas.

A proposta para os títulos em dólares surge após o fechamento de um acordo com os credores locais, em junho -- entre eles o Itaú Unibanco, o Banco Bradesco, o Banco do Brasil e o BNDES --, que deu à Usiminas 10 anos para quitar dívidas correspondentes a 75% do total que está renegociando.

O BNDES confirmou a extensão da suspensão temporária do pagamento (standstill) de 120 dias após a conclusão de uma ampliação de capital de R$ 1 bilhão da siderúrgica.

A assessoria de imprensa da Usiminas não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários realizados por email e telefone sobre as negociações da dívida em dólares.

As notas para 2018 caíram para apenas US$ 0,275  em fevereiro, quando a recessão no Brasil sufocou a demanda pelo aço, frustrando o esforço da Usiminas de redução da alavancagem. Os títulos se recuperaram desde então e estão em US$ 0,86 centavos.

A Nippon Steel & Sumitomo Metal e a Techint Group, que controlam a Usiminas por meio de um pacto de acionistas, travam uma longa batalha relacionada à forma de administrar a empresa, formalmente conhecida como Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais SA.

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