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Citi vê Facebook superando Snapchat em anúncios e usuários

Julie Verhage

(Bloomberg) -- O Facebook ainda tem amigos em Wall Street.

Embora alguns investidores tenham manifestado preocupação nos últimos meses em relação à capacidade que o gigante das redes sociais tem para aguentar a concorrência dos rivais e continuar aumentando a renda com anúncios, analistas do Citigroup calculam que o Facebook passa no 'teste de estresse' do banco. Em uma nota publicada no domingo, eles aumentaram o preço alvo para as ações de US$ 148 para US$ 158.

"Nos últimos meses, os investidores ficaram preocupados com a possível desaceleração do crescimento da carga de anúncios e com a possível ameaça apresentada pelo Snapchat para o crescimento do número de usuários e do engajamento deles no Facebook", escreveram analistas do Citi liderados por Mark May no relatório. "Analisamos essas preocupações e realizamos testes de estresse com as suposições de modelos subjacentes fundamentais do Facebook e concluímos que as projeções de Wall Street parecem razoáveis, mas também possivelmente conservadoras".

Analistas que cobrem empresas de redes sociais analisam a participação e o número de usuários ativos para ter uma ideia de onde as coisas estão indo e, consequentemente, de onde o dinheiro em anúncios poderá ser gasto no futuro. O Facebook continuou mostrando um crescimento forte apesar do aumento da concorrência, ao passo que outras plataformas de redes sociais vêm tendo dificuldades.

Na pesquisa, o Citi concluiu que as preocupações com a desaceleração do crescimento da carga de anúncios -- o número de anúncios que aparecem no news feed dos usuários do Facebook -- são "exageradas". Para atingir as estimativas atuais de Wall Street, a carga de anúncios só precisa crescer um dígito, disse o Citi, e os analistas projetam que ela aumentará muito mais do que isso.

Em relação às tendências de engajamento diante do crescente apelo do Snapchat entre os usuários mais jovens em particular, a situação também não parece tão ruim. O Citi afirma que os dados da Sensor Tower, uma empresa de dados terceirizada, assim como os dados de sua própria análise, com base nos usuários ativos diariamente, mostram que a média de tempo que as pessoas passam no aplicativo do Facebook e no Instagram "continua aumentando".

Os analistas projetam um crescimento total do engajamento para 2017, 2018 e 2019 de 0,9 por cento, 0,5 por cento e 0,6 por cento, respectivamente.

Em julho, o Morgan Stanley publicou uma nota parecida em que afirmava que o Facebook estava superando a ameaça do Snapchat. Contudo, há quem discorde. Andrew Left, da Citron Research, por exemplo, acredita que o gigante das redes sociais está mais frágil frente à concorrência e que os analistas são excessivamente otimistas sobre seu futuro. As expectativas de crescimento para o Facebook "superaram o que a empresa realmente enfrentará nos próximos 12 a 24 meses", disse ele em entrevista à Bloomberg TV em julho.

Atualmente, há 43 recomendações de compra, seis de manutenção e uma de venda de ações da empresa, segundo dados compilados pela Bloomberg.

O preço alvo médio é de US$ 155,25, e as ações do Facebook encerraram a sexta-feira a US$ 129.

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