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Apple seduz desenvolvedores com concessões para lojas de apps

Alex Webb

(Bloomberg) -- A App Store da Apple transformou incontáveis desenvolvedores de software em milionários desde seu lançamento, há quase uma década. Mas trabalhar com a empresa, que tem fama de controladora, muitas vezes gerava frustração. Aplicativos eram rejeitados sem muita explicação e a Apple era mesquinha em relação ao compartilhamento de dados dos clientes que poderiam ter ajudado os desenvolvedores a melhorarem seus produtos.

A Apple já não pode se dar ao luxo de ignorar a comunidade de desenvolvedores. Com a desaceleração das vendas do iPhone, do iPad e do Mac, a empresa é pressionada a extrair mais receitas dos serviços, um segmento próspero que inclui a divisão de aplicativos. A Apple precisa assegurar que a próxima geração de apps -- especialmente aqueles que vendem um serviço usado no dia a dia -- seja feita para iOS, e não para plataformas concorrentes, como o Google Play.

Nos últimos meses, a Apple fez uma série de concessões para os desenvolvedores. A empresa construiu ferramentas analíticas que oferecem ideias sobre como os aplicativos são usados e monetizados, acelerou o processo de aprovação para novos programas, reduziu pela metade sua participação em muitas transações na App Store e tornou mais fácil a venda de assinaturas para os desenvolvedores.

Durante anos, os desenvolvedores de aplicativos reclamaram que a Apple ditava o que podiam e o que não podiam fazer e raramente explicava o processo de decisão. Kushal Dave, que já atuou como engenheiro sênior do FourSquare e atualmente trabalha em um novo projeto, afirma que os aplicativos pequenos em desenvolvimento são particularmente vulneráveis e que o processo pode "ser totalmente paralisado a qualquer momento" porque boa parte dele depende dos "caprichos da Apple".

A Apple não ignorava as queixas. Os engenheiros da companhia vinham pressionando seus chefes a oferecerem mais dados à comunidade de desenvolvedores de aplicativos desde 2013, pelo menos, segundo uma pessoa familiarizada com as deliberações da companhia. Eles sentiam que a Apple precisava diminuir a diferença em relação à Alphabet, cuja loja Google Play há tempos aprovava aplicativos mais rapidamente que a Apple e oferecia muitos detalhes analíticos sobre o uso deles.

Há cerca de 15 meses, o CEO Tim Cook tirou a App Store das mãos de Eddy Cue, o vice-presidente sênior de software e serviços de internet, e a entregou ao diretor de marketing, Phil Schiller, que administrava as relações com os desenvolvedores havia anos. Schiller pôs a mão na massa. Em maio do ano passado, os desenvolvedores notaram que a Apple estava aprovando seus aplicativos muito mais rapidamente do que antes. Em vez de uma semana ou mais, agora eram necessários um ou dois dias para conseguir luz verde para um app.

"Se há algo que precisamos corrigir ou se queremos lançar uma atualização adicional, já não temos que nos preocupar com uma espera de uma ou duas semanas, e isso é muito positivo para nós", diz James Vaughan, cuja empresa Ndemic Creations vende um jogo para dispositivos móveis chamado Mar 21st 2017, 11:46 am., no qual os jogadores buscam eliminar a população mundial.

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