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Produtores de petróleo estudam prolongar corte de produção

Wael Mahdi, Elena Mazneva e Sam Wilkin

(Bloomberg) -- Os produtores de petróleo prometeram avaliar o prolongamento do pacto que limita a oferta, já que alguns países afirmaram que era preciso mais tempo para reduzir os estoques inchados.

Cinco membros da Opep e Omã apoiaram o prolongamento e o Kuwait opinou que a extensão deveria ser de seis meses. Os ministros se reuniram neste fim de semana na Cidade do Kuwait e pediram que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) fizesse uma recomendação em um mês sobre a possibilidade de prolongar os limites da oferta.

"Estamos prontos para apoiar" o prolongamento do acordo, que entrou em vigor em janeiro, disse o ministro do Petróleo da Venezuela, Nelson Martínez, no domingo. Os colegas produtores da Opep Iraque, Argélia e Angola também apoiaram uma extensão. "Faz sentido estender o acordo por mais seis meses", disse Mohammed Al Rumhy, ministro da Energia de Omã, produtor de fora da Opep.

Neste mês, o Kuwait se tornou o primeiro país a defender o prolongamento dos cortes de produção e o ministro do Petróleo, Issam Almarzooq, declarou que os estoques haviam crescido mais do que o esperado. A Opep e outros 11 grandes produtores, incluindo a Rússia, concordaram no ano passado em reduzir a produção, gerando um aumento de 20 por cento nos preços do petróleo Brent durante as últimas cinco semanas de 2016. A alta foi interrompida neste ano porque a produção e a oferta dos EUA continuaram crescendo. Os ministros da Opep se reunirão em 25 de maio em Viena para decidir se devem prolongar o acordo.

O comitê de cumprimento formado por ministros da Opep do Kuwait, da Argélia e da Venezuela e por seus pares da Rússia e de Omã concluiu as reuniões na Cidade do Kuwait no domingo com uma declaração que pede que a Opep avalie o mercado e faça uma recomendação em abril a respeito do prolongamento dos cortes de produção.

O ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, disse que é muito cedo para falar sobre uma extensão e que não fechará nenhum compromisso até abril. A Rússia precisa de mais tempo para avaliar o mercado, os estoques e a produção dos EUA e de outros países de fora da Opep, disse Novak em entrevista à Bloomberg Television.

Comunicado revisado

Após a reunião de domingo, Almarzooq, do Kuwait, presidente do comitê de cumprimento, disse que a Opep está avaliando se deve prolongar os cortes por mais seis meses. Mas em sua declaração final o comitê removeu uma seção do rascunho que dizia que recomendava uma extensão de seis meses. O grupo também adicionou uma sentença que diz que o comitê ministerial "deliberará antes de apresentar sua recomendação aos países participantes".

A taxa de adesão da Opep foi de 106 por cento em fevereiro e os países de fora da Opep como a Rússia atingiram um cumprimento de 64 por cento, disse Almarzooq, do Kuwait, no domingo. A taxa de cumprimento combinada de ambos foi de 94 por cento, disse ele.

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