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Novo desafio da Waymo é transmitir segurança a passageiros

Mark Bergen e Alistair Barr

(Bloomberg) -- Durante anos os programadores e especialistas em robótica do Google que desenvolvem carros autônomos se concentraram em garantir que suas criações possam circular em segurança pelas ruas da Califórnia. Chegou o momento do próximo grande teste: conseguir que pessoas comuns se sintam à vontade para entregar o volante para uma máquina.

Neste mês, Waymo, a divisão de mobilidade criada pela matriz do Google, a Alphabet, dá início a um serviço experimental gratuito que transportará pessoas em Phoenix, Arizona. Para se preparar, a Waymo acrescentou um conjunto novo de hardware e detalhes interiores a seus carros, revelados aqui pela primeira vez, para dar aos veículos uma visão melhor do entorno e transmitir essa informação aos passageiros. O diretor de tecnologia do projeto, Dmitri Dolgov, afirma que essas melhorias vão apaziguar os receios dos passageiros.

Esta não é uma questão sem importância. Embora os carros autônomos tenham demonstrado uma capacidade notável de trafegar em um mundo complexo, cada tropeço vira notícia. Os veículos do Google estiveram envolvidos em várias colisões, e um Model S da Tesla no piloto automático bateu em um semirreboque e matou o proprietário.

O teste será acompanhado de perto pelo setor de tecnologia e pela indústria automotiva. Uma experiência desagradável poderia desanimar os consumidores, que já desconfiam dos veículos autônomos.

"Eles não confiam que a tecnologia funcionará o tempo todo", diz Kathy Rizk, diretora de Consultoria Automotiva Global da J.D. Power, que realizou pesquisas que mostraram que, embora os consumidores estejam entusiasmados com os carros sem motorista, eles continuam receosos. "Como depositar confiança em algo que vai controlar o veículo todo?"

A Waymo originalmente havia planejado estudar as interações entre seres humanos e máquinas com seu próprio carro conceito ? um veículo redondo e baixo apelidado de Firefly que não tem volante nem pedais e cuja velocidade máxima é de 40 quilômetros por hora. Mas os órgãos reguladores da Califórnia insistiram que os veículos de teste incluam controles para que um ser humano possa assumir o controle. A Waymo então fechou um acordo com a Fiat Chrysler para usar as minivans Pacifica adaptadas, com todos os controles tradicionais, que agora circulam por Phoenix. Funcionários da Waymo estarão de guarda no banco do motorista durante o teste.

A Waymo acredita que os órgãos reguladores vão acabar autorizando carros completamente autônomos que não oferecem meios para que uma pessoa assuma o controle. Para isso, talvez seja necessário que o veículo informe aos passageiros o que está fazendo (desacelerando bruscamente, por exemplo) e explique o porquê (porque um cachorro atravessou a rua correndo).

"Como as pessoas controlam o carro? Como elas dizem para o carro aonde querem ir?", pergunta Dolgov retoricamente. "Estamos trabalhando em algumas dessas coisas mais sutis ? em explicá-las para o usuário, o cliente, o passageiro."

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