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One World Trade Center revela mais um problema para o aço

Yuliya Fedorinova

(Bloomberg) -- O One World Trade Center de Nova York é um emblema da luta das siderúrgicas para aumentar a demanda no setor da construção, que compra quase metade da produção.

As Torres Gêmeas, que o World Trade Center substituiu, foram construídas em torno a colunas de aço, mas o edifício mais alto do Hemisfério Ocidental é sustentado por um núcleo de concreto para ajudar a evitar o tipo de colapso devastador provocado pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Construtores de edifícios e de pontes preferem o concreto a estruturas de aço porque ele pode suportar temperaturas altas, é mais barato e dura mais tempo. Desde 2000, as siderúrgicas de fora da China expandiram a produção de vigas e colunas estruturais para apenas a metade do ritmo da produção de vergalhões, que são usados para reforçar o concreto, diz a World Steel Association.

"O concreto é bom porque é barato, dura muito, envelhece bem e, se for de boa qualidade, é totalmente à prova de fogo", disse Sergey Kuznetsov, arquiteto-chefe de Moscou, a segunda cidade com mais habitantes da Europa. "O aço é bom porque torna o edifício mais leve em termos de pressão sobre a base e uma estrutura de aço é fácil de instalar. Mas o aço tem suas desvantagens e talvez a principal seja a pouca resistência ao fogo."

Problema

A guinada da construção em direção ao concreto é um problema para as siderúrgicas, que já sofrem com o excesso global da oferta, e o crescimento da demanda, de acordo com as projeções, será de cerca de 1 por cento neste ano e em 2018. Em comparação, a projeção é de que a demanda por concreto pronto crescerá 9 por cento ao ano, diz a empresa de pesquisa de mercado Technavio. O setor agora está tentando reconquistar construtores e arquitetos.

"Existe uma forte correlação entre as despesas de propaganda e a fatia de mercado das estruturas de aço em edifícios", disse Terrence Busuttil, que promove o uso do metal na construção na World Steel Association. Após os cortes em publicidade das siderúrgicas desde 2008, o lobby precisa "divulgar a maior quantidade de informação possível sobre os benefícios do aço", disse ele.

O grupo também visa ajudar a desenvolver códigos de projeto, tornando mais fácil para os engenheiros escolher o aço, bem como promover as competências necessárias para elaborar e construir tais projetos, particularmente em economias emergentes.

Sem a ação da indústria, é provável que o crescimento mais lento das estruturas de aço persista em comparação com o do vergalhão usado em concreto armado.

--Com a colaboração de Evgenia Pismennaya

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