Bolsas

Câmbio

Setor de energia solar dos EUA se prepara para primeiro declínio

Christopher Martin

(Bloomberg) -- Os EUA deverão experimentar seu primeiro declínio anual na instalação de painéis solares em um momento em que a queda na demanda está diminuindo o crescimento no segundo maior mercado do mundo.

Os desenvolvedores adicionaram um total de quase 2,4 gigawatts no segundo trimestre, colocando o setor a caminho de atingir 12,4 gigawatts neste ano, segundo relatório de segunda-feira da GTM Research e da Associação de Indústrias de Energia Solar dos EUA (Seia, na sigla em inglês). Trata-se de uma queda de cerca de 17 por cento em relação ao recorde de 2016 e a firma de pesquisa projeta outro declínio em 2018.

O setor solar se prepara para uma desaceleração após uma década de expansão de dois dígitos. As distribuidoras de energia estão atingindo as metas do governo e as fornecedoras de painéis estão reduzindo o crescimento em alguns dos maiores mercados, derrubando a demanda neste ano. E isso ocorre antes de uma queixa comercial que pode levar o presidente Donald Trump a impor taxas aos painéis importados, medida que, segundo alerta do setor, ampliaria fortemente a queda.

A imposição de tarifas faria "as instalações caírem significativamente", segundo o relatório. "O risco de queda se aproxima da perspectiva de longo prazo para a energia solar nos EUA devido à disputa comercial."

O total de instalações aumentou 8 por cento no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. O setor foi respaldado pelos parques solares gigantescos que atendem distribuidoras de energia, que cresceram 17 por cento, para 1.387 megawatts. O número representou mais da metade do total de instalações e compensa um declínio de 17 por cento do mercado residencial. Os proprietários de residências adicionaram apenas 563 megawatts, enquanto desenvolvedoras como Sunrun e Vivint Solar colocam a lucratividade acima do crescimento.

A Bloomberg New Energy Finance estima que o mercado dos EUA, atrás apenas do chinês em tamanho, se contrairá ainda mais, projetando um declínio de 23 por cento neste ano, para 10,4 gigawatts.

Os analistas mantêm a expectativa de que a capacidade instalada triplicará nos próximos cinco anos -- a menos que Trump imponha taxas devido à queixa comercial atualmente analisada pela Comissão de Comércio Internacional dos EUA. Uma decisão do tipo "resultaria em uma revisão substancial da nossa projeção para baixo", afirmou a GTM no comunicado.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos