PUBLICIDADE
IPCA
0,64 Set.2020
Topo

China está perto de criar mercado de carbono nacional: Fontes

Bloomberg News

31/10/2017 11h58

(Bloomberg) -- A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, principal agência de planejamento econômico do país, apresentou um plano ao Conselho de Estado para criação de um sistema nacional de comércio de carbono, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

O plano precisa de aprovação do conselho, que é o gabinete da China, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas porque não estão autorizadas a falar publicamente. O plano pode ser anunciado já na semana que vem, no início da conferência sobre mudança climática de Bonn, disseram as pessoas.

A China, maior emissora de carbono do mundo, prometeu em 2015 criar um mercado de carbono neste ano para ajudar o país a reduzir as emissões em torno de 2030. Além disso, o país está fazendo grandes apostas em projetos de energia limpa em um esforço para obter 20 por cento de sua energia de outras fontes além dos combustíveis fósseis até o ano citado.

Não está claro quando os créditos de carbono poderiam realmente começar a ser negociados em um mercado nacional, segundo as pessoas. A comissão não respondeu imediatamente a um fax com pedido de comentário.

Sophie Lu, chefe de pesquisa sobre a China da Bloomberg New Energy Finance, disse que não seria surpresa se o país criasse o sistema em breve. "Mais importante que isso, precisamos focar em quais empresas serão incluídas", disse Lu.

O sistema adotará uma regra de limite e comércio por meio da qual os maiores poluidores corporativos compram créditos daqueles que não emitem tanto e as empresas são estimuladas a reduzir emissões para que possam vender alocações não utilizadas.

Programas pilotos

O país mais populoso do mundo começou a operar sistemas pilotos em sete regiões em 2013 para orientar o formato do sistema nacional. Os valores das transações totalizaram 4,5 bilhões de yuans (US$ 679 milhões) nos mercados piloto em setembro, informou Li Gao, alto funcionário do departamento de mudanças climáticas da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, em comunicado, em Pequim, na terça-feira.

"Segundo a experiência com os esquemas piloto, não há muita negociação proativa" entre as empresas, disse Lu, acrescentando que as transações muitas vezes podem ocorrer no fim de um prazo, quando as empresas precisam liquidar suas alocações de cotas de carbono.

A China busca evitar a especulação excessiva em um sistema de comércio de carbono, disse Li, da comissão de desenvolvimento, sem dar mais detalhes sobre os passos que serão adotados pelo país. O mercado de carbono será desenvolvido de forma a "avançar garantindo estabilidade", disse Li, acrescentando que "estamos confiantes de que concluiremos o trabalho relevante para construir um mercado de carbono" conforme o planejado.