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Uber tenta melhorar relação com órgão regulador de Londres

Giles Turner

(Bloomberg) -- A Uber Technologies está lançando uma série de medidas, incluindo linhas diretas de atendimento telefônico 24 horas e um contato melhor com a polícia local, para satisfazer o órgão regulador de Londres antes da batalha judicial a respeito da licença da empresa para operar na cidade.

A empresa de transporte privado agora denunciará à polícia os "incidentes sérios" que ocorrerem durante as corridas, em vez de esperar que os usuários façam o contato. Além disso, compartilhará informações da habilitação dos motoristas com os passageiros e permitirá que esses motoristas publiquem sua localização em tempo real para familiares ou amigos.

As medidas surgem um dia depois de a Transport for London -- a autoridade municipal de transporte -- propor novas regras para as empresas de táxis privados, como a exigência de que limitem o horário de trabalho dos motoristas, compartilhem informações sobre padrões de viagem e garantam a oferta de veículos acessíveis para cadeiras de rodas.

Antes de a TfL promulgar as propostas, elas estarão sujeitas a consultas adicionais de parlamentares e outras partes interessadas. No mês passado, a Uber lançou um recurso em seu aplicativo para impedir que os motoristas da cidade trabalhem por um período de mais de 10 horas -- medida estendida a todos os motoristas dos EUA no início da semana.

Este ano deverá ser crucial para a Uber em Londres, uma das cidades de maior sucesso da empresa e seu maior mercado fora dos EUA. No ano passado, a TfL proibiu a empresa de operar na capital devido a preocupações com a segurança, mas permitiu que continuasse operando enquanto apela da decisão.

A audiência, que levará cinco dias, está marcada para começar em 25 de junho. A Uber espera poder resolver seus problemas com a TfL fora dos tribunais, disse uma pessoa familiarizada com o assunto. A empresa tem tentado mostrar que está disposta a fazer o que for preciso para recuperar a licença, e o CEO Dara Khosrowshahi subiu em um avião rumo a Londres após a notícia da proibição para começar a melhorar as relações com os órgãos reguladores de transporte.

Os lados já estão se formando para a próxima audiência. A Uber saiu derrotada, em dezembro, ao tentar impedir dois sindicatos de taxistas de participar da apelação.

Em discurso no mês passado, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse que a Uber cometeu erros, mas que não deve ser fechada, sugerindo que a legislação trabalhista britânica pode ter que mudar para acomodar as carreiras da "economia de bicos" que empresas como a Uber tornaram possível.

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