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Alta de inflação e salários favorece bolsas nos EUA: JPMorgan

Eric Lam

(Bloomberg) -- Investidores assustados pela recente queda das bolsas de valores nos EUA podem ficar mais tranquilos. O temor que a alta da inflação e dos salários prejudique os lucros das empresas é exagerado, segundo estrategistas do JPMorgan Securities.

Para o estrategista global de renda variável Mislav Matejka, é a perspectiva para produção e volume de vendas ? e não o aumento de salários ? que define o impacto sobre a lucratividade das companhias. Ações de empresas que atuam em setores "cíclicos e o mercado acionário como um todo não costumam cair quando os custos começam a subir porque pressão maior de custos geralmente é sinal de um contexto econômico saudável", afirmaram Matejka e seus colegas do JPMorgan em relatório.

Os investidores devem pensar em vender ações quando a produção e o crescimento da receita começam a decepcionar. A esta altura as preocupações com salários e preços de insumos desaparecem. Matejka não espera que o ritmo de expansão da economia se enfraqueça tão cedo porque as políticas governamentais estão longe de serem restritivas.

Matejka comprovou este argumento com números: desde a divulgação do índice de preços ao consumidor dos EUA, na semana passada, os principais índices de bolsas globais estão avançando.

Os estrategistas permanecem otimistas em relação à renda variável, uma vez que essa classe de ativos proporciona "hedge natural contra a inflação" ao produzir crescimento nominal das vendas e lucros. Historicamente, as ações geram as melhores taxas de retorno quando a inflação anual varia de 1 por cento a 3 por cento ? justamente o intervalo que o JPMorgan projeta atualmente.

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