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Para JPMorgan, volta da inflação beneficiará commodities

Bloomberg News

21/02/2018 13h50

(Bloomberg) -- A inflação voltou nos EUA e os preços das matérias-primas vão se beneficiar, de acordo com o JPMorgan Chase, que elevou projeções para as cotações dos metais.

"A inflação chegou e isso deve ser bom para commodities", afirmou o banco em relatório enviado nesta quarta-feira. Um dos sinais da mudança, segundo o JPMorgan, é o avanço dos salários e do núcleo da inflação ao consumidor nos EUA.

Em janeiro, as commodities se valorizaram para o maior nível em mais de dois anos. A perspectiva para 2018 é positiva para várias instituições, incluindo o Goldman Sachs Group. Para o JPMorgan, o desempenho das matérias-primas tende a ser bom durante o estágio avançado do ciclo econômico. É o mesmo entendimento do bilionário gestor de renda fixa Jeffrey Gundlach. A corretora Glencore, junto com a divulgação do resultado recorde nesta quarta-feira, mencionou a perspectiva de "inflação emergente" como positiva para commodities.

"A alta da inflação é benéfica para commodities", afirmou o JPMorgan. "De fato, os metais, tanto de base como preciosos, exibem sua melhor performance (tanto direta quanto ajustada para volatilidade) quando a inflação atinge a meta do Fed de 2 por cento e continua subindo", escreveu a instituição, se referindo ao Federal Reserve, o banco central dos EUA.

Apostas na valorização de metais preciosos, cobre, zinco e níquel provavelmente vão gerar as maiores taxas de retorno ao longo de um ano, pelas estimativas do JPMorgan. Presumindo que o atual ciclo vá além de 2018, a expansão de agora está iniciando um dos períodos mais fortes para os preços dos metais de modo geral, segundo o relatório.

O JPMorgan espera que a tonelada de cobre custe US$ 7.405, na média, neste ano. As previsões são de alta a cada trimestre de 2018. O contrato para entrega em três meses era negociado por US$ 7.048 na Bolsa de Metais de Londres.

Já o relatório da Glencore afirmou que "o potencial de crescimento econômico global sincronizado, a inflação emergente, fundamentos favoráveis a commodities e o início da narrativa dos veículos elétricos sugerem perspectiva positiva para commodities."