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Basf vê motor de crescimento em petróleo e químicos para carros

Andrew Noël

27/02/2018 09h06

(Bloomberg) -- A Basf sinalizou que neste ano o crescimento virá da produção de petróleo, gás e materiais automotivos depois que um forte aumento dos lucros provenientes do negócio cíclico de fornecimento de produtos químicos básicos chegou ao fim.

A maior fabricante de produtos químicos do mundo anunciou nesta terça-feira que 2018 será sustentado pela divisão de petróleo e gás e por produtos químicos e revestimentos utilizados na indústria automotiva. A Basf, com sede em Ludwigshafen, Alemanha, afirmou também que espera fechar a aquisição de uma parte do portfólio de sementes e agroquímicos da Bayer por cerca de US$ 7 bilhões no primeiro semestre.

Um novo ano de crescimento proporcionaria uma base sólida para o CEO nomeado Martin Brudermüller, que deverá assumir o lugar de Kurt Bock em 4 de maio. A fabricante de plásticos e espuma de isolamento está se beneficiando com a demanda na China e também com a reformulação da indústria química no país para a eliminação das fábricas mais poluentes. Os ganhos na Ásia dobraram para 2,2 bilhões de euros no ano passado, transformando a região na mais lucrativa da empresa.

A Basf informou aos investidores no mês passado que o lucro antes de juros e impostos subiu cerca de 36 por cento em 2017, para 8,5 bilhões de euros. As vendas aumentaram 12 por cento, para 64,5 bilhões de euros. A empresa pagará um dividendo de 3,10 euros, contra 3 euros em 2016.

Mudanças de mercado

Neste ano a história será diferente, alertou a Basf nesta terça-feira, acrescentando que os ganhos com petroquímicos e plásticos básicos terão um "declínio considerável" de pelo menos 11 por cento. No geral, o lucro e as receitas do grupo devem ter um "leve" aumento, definição que equivale a até 10 por cento.

Entre os pontos positivos da Basf está a perspectiva para 2018, mas o dado foi ofuscado pelos resultados piores que os esperados da divisão de químicos, disse Markus Mayer, analista do Baader Bank.

A criação da rival DowDuPont e a cisão planejada da gigante de químicos e materiais em negócios independentes e focados colocaram a estrutura conglomerada da Basf no centro das atenções como nunca antes.

Nos meses que antecedem sua saída, Bock gerou algumas das mudanças mais drásticas em estratégia nos mais de 150 anos de história da empresa. Em dezembro, o CEO fechou a fusão do negócio de petróleo e gás da Basf com a empresa de energia controlada pelo bilionário russo Mikhail Fridman. Dois meses antes, ele aproveitou uma oportunidade para comprar o negócio de sementes e agroquímicos da Bayer.