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Análise: Gestora vendia emergentes como abrigo na tempestade

Mark Gilbert

17/04/2018 14h44

(Bloomberg) -- Na hora da tempestade, qualquer guarda-chuva é bem-vindo. Enquanto as bolsas globais tremiam com a disparada na volatilidade no primeiro trimestre, as ações de países emergentes se seguraram. E isso após o MSCI Emerging Markets Index avançar quase 35 por cento em 2017, superando de longe o ganho de 20 por cento do MSCI World Index.

A relativa calmaria ajudou a Ashmore Group, especializada em mercados emergentes, a atrair mais recursos de investidores no primeiro trimestre, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira.

Para a Man Group, resultados apresentados na semana passada revelaram investidores dispostos a ampliar desproporcionalmente a alocação em estratégias ativas, considerando o desempenho recente da categoria. Apenas US$ 600 milhões do acréscimo de US$ 7 bilhões no total de ativos sob gestão pela Ashmore no primeiro trimestre vieram da performance dos investimentos.

O fluxo líquido nos três primeiros meses do ano chegou a US$ 6,4 bilhões, o melhor período desde junho de 2013 e o segundo melhor até hoje para a Ashmore, de acordo com analistas do UBS. O maior crescimento foi na classe de títulos corporativos, com alta de 21 por cento para US$ 9,4 bilhões, seguido pelas carteiras de dívida denominada em moeda local, com aumento de 19 por cento para US$ 17,7 bilhões.

A ação da Ashmore já havia passado na frente dos papéis das concorrentes no Reino Unido nos últimos meses. O salto na ação após as informações divulgadas na terça garantiu variação positiva no acumulado do ano.

No entanto, o segundo trimestre se mostra bem diferente do primeiro. Em abril, as bolsas de países emergentes estão em desvantagem de mais de 3,5 pontos percentuais em relação ao mercado mais amplo. A renda fixa também amarga desempenho inferior, mas não tanto.

Para estender os ganhos que deixaram a concorrência comendo poeira, a Ashmore precisará provar para os acionistas que é capaz de produzir taxas de retorno que superam suas referências e se comparam razoavelmente com os índices de mercados desenvolvidos.

Esta coluna não necessariamente reflete a opinião da Bloomberg LP e seus proprietários.

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