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Cinco assuntos quentes para o Brasil na semana

Josue Leonel

23/04/2018 07h16

(Bloomberg) -- Mercado deve seguir na semana monitorando os pré-candidatos, após pesquisa Poder360 apontar liderança de Bolsonaro e Barbosa e Alckmin em último em cenário restrito. Agenda no Brasil é variada, com dados fiscais e de atividade, contas externas e inflação. Noticiário corporativo intenso inclui empresas do setor elétrico e Embraer. No exterior, movimentos de Trump seguem no radar após comentário do presidente americano barrar alta dos preços do petróleo. PIB nos EUA e encontros do BCE e BOJ também podem influenciar os ativos financeiros. Veja os principais temas.

Eleições em foco, mesmo distantes

Embora alguns analisas ponderem que outubro ainda está longe, o cenário político deve se manter no foco dos investidores. Pesquisa divulgada pelo website Poder360 mostra Jair Bolsonaro e Joaquim Barbosa liderando os 2 cenários estimulados de 1º turno, enquanto no 2º turno Bolsonaro derrotaria Geraldo Alckmin e Barbosa venceria Bolsonaro. Em cenário com apenas 7 candidatos: Bolsonaro 22,4%, Barbosa 16,3%, Gomes 8,4%, Marina 8,2%, Haddad 7,4%, Dias 6,3% e Alckmin 5,5%. Em cenário mais amplo: Bolsonaro 20,0%, Barbosa 12,9%, Marina 10,0%, Gomes 9,0%, Alckmin 8,0%, Dias 6,0%, Haddad 3,9%, Manuela D'Ávila 2,0%, Collor 1,0%, Afif 1,0%, Boulos 1,0% e Amoêdo 0,5%.

Trump volta a afetar mercados

Após algumas sessões de certo alívio, sem novas tensões causadas por comentários de Trump sobre a guerra comercial ou a questão Síria, o petróleo foi abatido por um tuíte do presidente americano na sexta. Trump escreveu que os preços do petróleo artificialmente altos não serão aceitos, o que levou à queda dos contratos futuros da commodity. Os ativos vinham subindo ao longo da semana à espera do encontro dos países da Opep. A Arábia Saudita, membro mais influente do cartel, estaria querendo o barril a US$ 80. Apesar da reação inicial de queda na sexta-feira, o petróleo fechou em leve alta. Nesta segunda-feira, futuros da commodity caem

PIB-EUA e BCs em foco no exterior

Tanto o Banco Central Europeu quanto o BC japonês se reúnem nesta semana. Ambos estão em rota de normalização de suas políticas, embora variações no ritmo da redução dos estímulos sempre gerem volatilidade nos mercados. Nos EUA, destaque para agenda ampla de indicadores, que traz o PIB do 1T, com estimativa de crescimento menor. Bens duráveis e vendas de casas novas também são destaques.

Agenda local variada, mas sem grande destaque

Após IPCA-15 de abril levemente abaixo do previsto não acelerar apostas em cortes dos juros, agenda traz muitos dados nesta semana, mas sem nenhum número com maior potencial de impactar os ativos isoladamente. Saem contas externas, resultado do governo central e desemprego nacional de março, além do IGP-M de abril. Há a possibilidade ainda de saírem os números de arrecadação. Caged na sexta superou estimativas.

Noticiário corporativo intenso

NotreDame Intermédica estreia na bolsa nesta segunda-feira, após fixar preço de R$ 16,50 para ação no primeiro IPO no mercado local neste ano. Hapvida define o preço para seu IPO e ação deve estrear na bolsa na quarta-feira. Anúncio do acordo Boeing-Embraer está muito próximo, disse na sexta Globo. Decreto finalmente publicado pelo governo inclui Eletrobras no Programa Nacional de Desestatização. Mas ressalva no decreto põe em risco a privatização rápida da estatal ao dizer que estudos da desestatização só começam após aprovação no Congresso, informa o Valor. Já a Enel eleva termos de oferta para aumento capital da Eletropaulo, enquanto Iberdrola considera fazer oferta maior pela distribuidora brasileira, disseram pessoas familiarizadas com os planos. Energisa altera OPA da Eletropaulo para 18/maio e mantém preço. O Valor diz nesta segunda que Eletropaulo deve desistir de oferta de ações. Kroton está perto de fechar compra da Somos por R$ 6 bi, segundo Valor