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Syngenta busca aquisições em sementes e agricultura digital

Simon Casey e Marvin G. Perez

26/04/2018 12h17

(Bloomberg) -- A empresa suíça Syngenta, uma gigante do ramo de pesticidas controlada pela China National Chemical Corporation, anunciou que trabalha em uma série de possíveis aquisições como parte do plano de expansão nos negócios de sementes e agricultura digital.

A empresa pode fazer negócios do tipo bolt-on - com propósito definido - avaliados de US$ 50 milhões a US$ 1,5 bilhão, disse o CEO Erik Frywald em entrevista, na sede da Bloomberg em Nova York. A Syngenta busca alvos nos EUA e no Brasil, além de oportunidades no ramo de proteção de lavouras na China, disse ele.

A ChemChina concluiu a aquisição da Syngenta, com sede na Basileia, por US$ 43 bilhões em janeiro, e Frywald diz que sua empresa avança em diversas frentes. Entre as principais prioridades está a expansão nos negócios de milho, soja, vegetais e girassol.

Em fevereiro, a empresa concluiu a compra da divisão de sementes Nidera, da Cofco. No mês passado, a Syngenta fechou a compra da Strider, uma companhia brasileira que oferece imagens de satélite das lavouras. O acordo melhorará as ferramentas de gerenciamento de dados da Syngenta para os agricultores, informou a empresa.

A Syngenta registrou crescimento global das receitas perto de 5 por cento no primeiro trimestre, mas a receita chinesa deu um salto de 25 por cento, disse Frywald. O país tem muito potencial para os produtos agroquímicos porque seus rendimentos agrícolas são, em média, 20 por cento mais baixos do que na maioria dos demais países, disse.

De fato, mesmo com ganhos de produtividade, a China continuará dependente da importação de alimentos. Para o CEO da Syngenta, é necessário que haja uma solução amigável para a atual disputa comercial entre China e EUA.

"A agricultura dos EUA deve ser parte da solução, e não parte do problema", disse.

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