Fabricante de bebida de cannabis quer abrir capital neste ano
(Bloomberg) -- A Dixie Brands, fabricante de bebidas à base de maconha dos EUA, avalia abrir o capital no final deste ano ou no início do próximo ano já que busca capital para expansão e aquisições.
A empresa, que ainda não concedeu mandato a bancos, está de olho em uma listagem no Canadá, disse o CEO Chuck Smith em uma entrevista na quinta-feira, durante a conferência Cannabis Invest U.K. em Londres. A Dixie terá cerca de US$ 20 milhões em receita neste ano e em torno de US$ 50 milhões em 2019, disse Smith.
"Precisamos de acesso ao capital e precisamos de liquidez porque esse crescimento é muito caro", disse Smith, que fundou a empresa em 2009 e continua sendo seu acionista majoritário. "Continuaremos adquirindo ou inovando marcas."
A Dixie, que tem sede em Denver e produz limonadas de frutas vermelhas, cerveja de raiz e chocolates com cannabis, encerrou uma rodada de financiamento de US$ 4 milhões neste mês, com planos de expandir as operações para mais dez estados dos EUA. Atualmente, a companhia atua em quatro estados americanos, incluindo Colorado e Califórnia.
Investidores de maconha
A possibilidade de abrir o capital surge em um momento em que investidores estão apostando em ações relativas à maconha no Canadá. A produtora Green Organic Dutchman Holdings anunciou nesta semana que aumentará o alcance de sua IPO em até 15 por cento depois de ter captado facilmente os 100 milhões de dólares canadenses (US$ 78 milhões) que buscou no mês passado.
Os produtores estão optando por abrir o capital no Canadá porque a maconha é proibida pela lei federal dos EUA, tanto para uso medicinal quanto para uso recreativo. O uso medicinal da cannabis é legal em todo o Canadá, e a legalização federal do uso recreativo deve entrar em vigor no terceiro trimestre.
Nos EUA, a opinião pública está tendendo para a legalização, e 64 por cento dos americanos a defendem, de acordo com uma pesquisa realizada pela Gallup em outubro. Este é o maior percentual desde que o grupo começou a perguntar sobre o assunto em 1969, quando a taxa de aprovação foi de 12 por cento.
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