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Royal Caribbean aposta no luxo com compra de fatia na Silversea

Janet Freund

(Bloomberg) -- Se você tiver US$ 250.000 para gastar, a Royal Caribbean Cruises em breve terá algo para suas férias.

A operadora de cruzeiros com sede em Miami decidiu comprar uma participação de 66,7 por cento na Silversea Cruises, de capital fechado, com base em um valor de mercado de cerca de US$ 2 bilhões. O preço de compra do patrimônio que está sendo adquirido é de aproximadamente US$ 1 bilhão. O acordo dará à empresa novas ofertas de luxo, como uma estadia na suíte do proprietário, que custa a partir de US$ 240.000 por pessoa, para o World Cruise 2020 da Silversea, uma viagem de 140 dias ao redor do mundo.

A Royal Caribbean tem como alvo hóspedes extremamente ricos com a compra de uma participação majoritária na marca de cruzeiros de luxo. As viagens da Silversea vão desde US$ 5.000 por pessoa para um passeio de 10 dias pelo Mediterrâneo até o épico World Cruise, capaz de arrombar o bolso. Espera-se que a parceria tenha sinergias "significativas", como acesso ao mercado global, cadeia de abastecimento e poder de compra, de acordo com o diretor financeiro da Royal Caribbean, Jason Liberty.

É "uma boa extensão para uma área em que, sinceramente, não estávamos ativos", disse o CEO da Royal Caribbean, Richard Fain, em entrevista por telefone. A Silversea tem uma reputação "incomparável" e uma "cultura compatível", disse ele.

O acordo será financiado por meio de dívidas e o índice de alavancagem da empresa "aumentará um pouco", de acordo com Liberty. A empresa espera conservar sua nota de investimento e sua taxa-alvo de 3 por cento a 3,5 por cento. O presidente da Silversea, Manfredi Lefebvre d'Ovidio, se qualificará para receber uma participação de cerca de 472.000 ações da Royal Caribbean se a empresa combinada atingir as metas de desempenho em 2019-2020. A transação deverá ser concluída no final deste ano e não deverá ter um efeito material nos resultados ajustados no curto prazo.

A Royal Caribbean registra um segundo trimestre sólido até agora, segundo Fain. A forte demanda iminente por produtos básicos e um desempenho melhor do que o esperado no "não operacional", incluindo joint ventures, proporcionaram resultados melhores. Os gastos a bordo também continuam fortes, o que reflete o desejo das pessoas de terem experiências em suas viagens, disse Fain.

Os resultados vão "compensar completamente" a valorização do dólar e o aumento de preço dos combustíveis, que devem resultar em um recuo de aproximadamente 25 centavos por ação no segundo semestre do ano. A empresa reiterou sua previsão para 2018 de resultados ajustados de US$ 8,70 a US$ 8,90 por ação, em comparação com a estimativa média de analistas de US$ 8,83. Essa projeção não inclui a transação da Silversea.As ações da Royal Caribbean chegaram a subir 7 por cento, seu melhor ganho intradiário desde abril do ano passado. No acumulado do ano, as ações da Royal recuaram 4,9 por cento, em contraste com a queda de 3,2 por cento da rival Carnival.

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