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Bradesco compraria HSBC de novo, mesmo pagando mais, diz Lazari

Cristiane Lucchesi e Helder Marinho

14/11/2018 13h14

(Bloomberg) -- Ele não se arrepende: o presidente do Banco Bradesco compraria novamente o HSBC no Brasil, mesmo que tivesse que pagar mais caro do que os US$ 5 bilhões que desembolsou em 2016.

Embora a compra tenha sido uma aposta em um crescimento da economia brasileira que não veio, a aquisição da unidade local do banco londrino impediu que ela caísse nas mãos dos rivais do Bradesco, disse Octavio de Lazari em entrevista no escritório da Bloomberg em Nova York. "Se nós não comprássemos, quem compraria? Nossos maiores concorrentes: Itaú ou Santander."

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Uma aquisição desse porte teria dado ao Itaú Unibanco Holding, já o segundo maior banco do Brasil em ativos, uma vantagem tão grande que "ele sumiriam na frente, e eu nunca seria capaz de alcançá-los novamente", disse Lazari. E o Banco Santander Brasil, o número 6 no Brasil, estaria "perigosamente perto de nós" em termos de ativos totais, disse ele.

A compra aumentou os ativos do Bradesco em 16%, para R$ 1,19 trilhão (US$ 315 bilhões) na época. Desde então, os ativos cresceram para R$ 1,36 trilhão, tornando o Bradesco o quarto maior em ativos do Brasil, segundo o Banco Central.

Embora a economia brasileira tenha passado pela pior crise já registrada, as 850 agências do HSBC são uma "vantagem competitiva", disse ele. "Agora estamos em 1.900 cidades nas quais nossos concorrentes não estão."

A unidade brasileira do HSBC é lucrativa, e as equipes de banco corporativo de investimento que vieram na compra melhoraram esses negócios no Bradesco, disse Lazari, acrescentando que a combinação fortaleceu o relacionamento com corporações e clientes de alta renda.

"Se a economia começar a crescer, e esperamos que isso aconteça, poderemos capturar mais isso do que nossos concorrentes", disse ele.