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Nova obsessão de magnatas de startups da China: turismo vermelho

Lulu Yilun Chen

25/06/2019 07h53

(Bloomberg) -- A agência que fiscaliza a Internet na China reuniu os fundadores e representantes do Partido Comunista de 45 startups para uma "excursão de estudo" em homenagem à vida de Mao Tsé-Tung, em um momento que Pequim aperta o cerco contra as maiores empresas de Internet do país.

Presidentes de empresas como o site de perguntas e respostas Zhihu, financiado pela Tencent Holdings - resposta da China ao Quora - e o chefe da filial do Partido Comunista na gigante de transmissão de vídeo ao vivo Kuaishou participaram de uma excursão esta semana na província de Fujian, no sudeste do país. Na província, visitaram locais históricos importantes que comemoram as conquistas militares do partido no poder durante a época da guerrilha na década de 1930, segundo informações de um jornal local. Os participantes da excursão enviaram flores para um parque construído em homenagem ao falecido presidente do partido e visitaram locais históricos e de conferências em Fujian para "imbuir-se no espírito revolucionário vermelho", disse a publicação.

A China tem colocado pressão sobre empresas de redes sociais e Internet do país, que ajudam a limpar a web de informações consideradas vulgares ou críticas ao partido no poder. Os bilionários de tecnologia mais ricos do país, como o cofundador do Alibaba, Jack Ma, e Pony Ma, cofundador da Tencent, se apressaram em prometer lealdade ao presidente Xi Jinping, que consolida o poder em um nível sem precedentes nas últimas três décadas.

Como o aumento da repressão da agência de fiscalização da Internet da China - inclusive suspendendo operações de provedores de Internet -, as empresas se mostram mais dispostas a estudar a história e a ideologia do Partido Comunista como meio de apaziguar os reguladores. A gigante de redes sociais Tencent, que enfrentou sua maior perda de valor de mercado durante uma repressão de 2018 sobre jogos, intensificou os esforços de autopoliciamento, eliminando jogos violentos e promovendo mensagens que defendem o aparato militar do país.

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