IPCA
0,51 Nov.2019
Topo

Mubadala é um dos interessados em refinarias Petrobras: Fontes

Sabrina Valle, Fabiana Batista e Cristiane Lucchesi

11/11/2019 17h27

(Bloomberg) -- O Mubadala Investment, a Raízen e a Ultrapar Participações estão entre as empresas que apresentaram ofertas não-vinculantes para adquirir refinarias da Petrobras, segundo pessoas próximas ao processo.

A Raízen está entre as empresas que manifestaram interesse em adquirir mais de uma das quatro refinarias - Rlam, Rnest, Repar e Refap - que estão sendo vendidas, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque as informações não são públicas. As ofertas vinculantes, incluindo preço, são esperadas para março, disseram elas.

A venda das plantas pela Petrobras é a primeira fase do desinvestimento planejado de oito de suas 13 refinarias. A medida foi tomada para acabar com o monopólio virtual do refino de petróleo no Brasil e abrir um dos maiores mercados de combustíveis do mundo para o setor privado.

A Petrobras, o Mubadala e o Ultra não responderam imediatamente a pedidos de comentário. A Raízen, joint venture entre a Cosan e a Royal Dutch Shell, não quis comentar.

A diretora financeira da Petrobras, Andrea Almeida, disse na semana passada que a empresa espera que o processo de vendas seja concluído em 2021. O presidente Roberto Castello Branco disse que mais de 20 empresas interessadas em analisar a possibilidade de fazer ofertas assinaram previamente termos de confidencialidade. As oito plantas, junto com dutos e instalações de armazenamento, podem valer até US$ 15 bilhões, afirmou Castello Branco anteriormente.

Os interessados buscarão mais informações sobre a estratégia de preços da Petrobras para as cinco refinarias que a estatal planeja manter antes de calcular o preço que estão dispostos a pagar, disseram as pessoas. A Petrobras continuará sendo o ator dominante no refino brasileiro após os desinvestimentos, porque planeja manter as refinarias localizadas nos principais mercados regionais de combustíveis, principalmente no Sudeste do país.

Atualmente, a Petrobras é responsável por mais de 98% da produção de combustível no Brasil e atua como um amortecedor para os consumidores, absorvendo parte da volatilidade dos preços internacionais de energia.

Economia