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Alanis Morissette estreia musical 'não biográfico' na Broadway

Joe Dziemianowicz

28/11/2019 15h57

(Bloomberg) -- Aquelas canções de sucesso com as emoções à flor da pele - como "Ironic" e "You Learn to Hand in My Pocket" - ainda carregam um pouco do espírito de Alanis Morissette no novo musical da Broadway, "Jagged Little Pill".

Você deve saber, no entanto, que não é a história dela.

Diferentemente dos shows em um fluxo constante de peças biomusicais da Broadway, recheadas com músicas retiradas dos catálogos das deusas pop - como Carole King ("Beautiful"), Donna Summer ("Summer"), Cher ("The Cher Show"), que vieram e se foram, e Tina Turner ("Tina"), que acabou de estrear -, o novo musical no principal palco de Nova York, com estreia prevista em 5 de dezembro, não se encaixa perfeitamente nesse catálogo de canções.

Não é esse tipo de "jukebox". Morissette, agora com 45 anos e três filhos, insiste nisso.

"Quando fui trazida para esse projeto, não tínhamos um livro, um show ou qualquer coisa", disse Diane Paulus, diretora da produção, cujos créditos incluem "Waitress", "Hair" e "Pippin", com o qual ganhou um Tony. "A única coisa que me disseram é que não será uma biografia de Alanis Morissette. Seu único pedido foi que não fosse sobre ela. E, por mais que todos canalizemos nossa Alanis interior, essa não é sua biografia."

Em vez disso, personagens, temas e emoções presentes no álbum da cantora e compositora canadense, vencedor do Grammy de 1995, foram transformados na história de uma família aparentemente idílica de Connecticut que, após um exame mais minucioso, não é tão perfeita. Em absoluto.

Raça, vício, estupro e sexualidade estão entre os grandes problemas que enfrentam, graças à escritora Diablo Cody, que, como Morissette, faz sua estreia na Broadway com este musical visto no ano passado no American Repertory Theatre em Cambridge, Massachusetts. Para o elenco de personagens no palco, se algo pode dar errado, vai dar.

"O álbum é realmente uma jornada emocional", diz Cody, 41 anos. "Estava quase implorando por uma adaptação teatral, porque as músicas são muito baseadas em histórias. Eu podia ver essa história sendo construída com essa família, essa mãe muito preocupada com a imagem e uma comunidade opressora - a cidade fictícia de Greenport, rica e arborizada. E tem uma filha que está dizendo para todo mundo: 'Acordem. Abram os olhos'. Foi daí que veio tudo."