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Ferrari estreia na Bolsa de Milão em baixa e é suspensa momentaneamente

Roma, 4 jan (EFE).- A Ferrari estreou nesta segunda-feira na Bolsa de Milão com um preço de saída de 43 euros (R$ 190) por ação, e em seus primeiros minutos de cotação registrou uma queda de 3,89%, pelo que foi momentaneamente suspensa.

A escuderia alcançou os 43,24 euros por ação nos primeiros minutos de cotação mas, logo em seguida, seu preço caiu para 41,75 euros e seus títulos foram suspensos pela alta volatilidade.

Duas horas mais tarde do início do pregão, a Ferrari se recuperava, embora estivesse em terreno negativo (0,87%).

A Ferrari cotará sozinha, já que acaba de ser separada do grupo ítalo-americano Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e está controlada pela sociedade Exor, da família Agnelli.

Milão, que abriu no vermelho na primeira sessão de 2016, é a segundo Bolsa de Valores onde a casa de Maranello cotará. Ela já está presente em Wall Street.

Na cerimônia de início da cotação participaram o presidente de FCA, John Elkann, e o da Ferrari, Sergio Marchionne, que escreveu no livro de honra da Bolsa: "Uma nova meta, um novo começo".

"Competir na lista de Milão, para a Ferrari, é como retornar às origens", afirmou Marchionne.

A cerimônia também foi assistida pelo primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, que agradeceu os diretores de Ferrari por sua decisão de cotar em Milão e expressou seu desejo de que este ano seu país "corra mais rápido que o os outros".

Em entrevista coletiva depois da cerimônia, Marchionne minimizou a importância dos primeiros dados da Ferrari em Milão já que considera que é "preciso tempo" para avaliar sua evolução.

"Não acredito que o fechamento do mercado de hoje significará nada. Devemos esperar que nas próximas semanas desapareçam as interferências. Esperamos que se ordenem. Será preciso tempo", ressaltou.

No esportivo, Marchionne mostrou seu desejo de que 2016 seja o ano em que a Ferrari "retorne à cúpula da Fórmula 1".

"A equipe é forte e coesa, nos falta pouco. Estamos trabalhando muito, com competitividade, para voltar a ser a equipe a bater, como nossa história exige", disse.

A cotação da casa de Maranello na Bolsa de Milão foi recebida pela imprensa especializada como uma aposta no setor manufatureiro italiano.

Após a separação societária entre FCA e Ferrari, todas as ações do grupo ítalo-americano passaram para uma nova empresa holandesa, Fe Interim B.V, constituída recentemente para este fim.

A cisão faz parte de uma série de operações dirigidas a separar a participação de FCA na mítica casa de Maranello e a distribuir suas ações entre os acionistas do grupo.

Na prática os sócios da FCA ficarão com 80% da Ferrari e os comandantes continuarão controlados pela família Agnelli, que a controlará de fato através de sua sociedade Exor, com 33,4% das ações com direito de voto.

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